Estátua de Vímara Peres-Porto

Estátua de Vímara Peres-Porto
Lança,escudo,elmo e armadura-escultura de Barato Feyo-do Livro Porto Património Cultural Da Humanidade de Manuel Dias e André Fregitzer
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PROTECÇÃO CONTRA A DITADURA

PROTECÇÃO CONTRA A DITADURA

JÁ ESTAMOS EM DITADURA?

JÁ ESTAMOS EM DITADURA?

POR PROPOSTA DE FERREIRA LEITE A DEMOCRACIA ESTÁ SUSPENSA 6 MESES

Por qué no te callas? Desde que Manuela Ferreira Leite chegou a líder do PSD que nunca sabemos o que ela pretende dizer cada vez que fala, entendemo-la perfeitamente, conseguimos repetir tudo o que disse para temos de nos abster no momento de a interpretar ou tirar conclusões. Temos de esperar um ou dois dias para, em função das sondagens de opinião ou das reacções da opinião pública, ouvirmos alguém do PSD, o secretário-geral ou o líder parlamentar, dizer-nos o que a líder pretendia dizer. Isso sucedeu logo com o seu discurso de encerramento do congresso que a confirmou na liderança do PSD, como nessa altura a máquina ainda não estava adaptada ao discurso da nova líder andámos mais de uma semana a tentar interpretar qual a opinião de MFL em relação às obras públicas, na ocasião Morais Sarmento ainda fez um esforço para esclarecer que eram apenas alguns projectos que estavam em causa, mas depois de várias contradições foi a própria MFL que esclareceu que eram todas as obras. Desde então, cada vez que MFL abre a boca é certo que no dia seguinte alguém vem esclarecer o que a líder do PSD pretendia dizer. Sucedeu, por exemplo, com a sua posição em relação ao salário mínimo, disse que era contra para dois dias depois alguém esclarecer que as suas declarações tinham sido mal interpretadas, o contra era um talvez muito próximo do sim. Agora o disparate foi maior, MFL disse com ar muito sério que o ideal era suspender a democracia durante seis meses, disse-o com o ar mais sério deste mundo, sem alterar a expressão do rosto e sem o mais pequeno sinal de ironia, Afinal, esclarece um secretário-geral do PSD indignado, que a líder do PSD estava a ironizar. Bem, não conheço muito bem o estilo de MFL a contar anedotas, o que vi e ouvi não me levava a pensar que estava a ironizar. Mas quando o ministro das obras públicas disse o disparate do deserto da margem sul, não teve direito a interpretação ou contexto, o PSD foi mais longe que qualquer outro partido da oposição e produziu outdoors com camelos que afixou na margem sul. Mas deixemos os duplos critérios do PSD, já sabemos que a actual líder é a pessoa mais séria e rigorosa deste mundo, ainda que o seu problema seja não se limitar a usar na boca nas refeições, até parece que quando come a ligação é ao estômago e quando fala em vez de a boca se ligar ao cérebro estabelece uma ligação directa ao intestino grosso. Temos portanto uma candidata a primeiro-ministro que não diz quais são as suas propostas é porque não quer que o país beneficie delas sendo aplicadas por um governo que não seja do seu partido, e quando fala não pode ser levada a sério enquanto não vier alguém divulgar as notas explicativas ou dizer o que efectivamente pretendia dizer. O secretário-geral do PSD que costumava ter como função mandar as facturas da propaganda para as empresas e obras públicas, passou a desempenhar as funções de tradutor-intérprete oficial de MFL. Se a lide do PSD disser branco temos de nos abster de pensar no que disse até que o secretário-geral nos esclareça se branco é preto, cinzento ou azul, já que quando a líder disse branco estava a ironizar. Começo a perceber porque razão a líder do PSD optou inicialmente pelo silêncio, era para poupar trabalho extra ao secretário-geral e ao líder parlamentar do PSD, para que em vez de se dedicarem às suas funções tenham de andar em permanente alvoroço a esclarecer o país sobre o que MFL disse de cada vez que abriu a boca. Do blog - o jumento

HOJE INTERROMPI A SUSPENSÃO PARA DEIXAR UM AVISO

Sábado, 15 de Novembro de 2008

ESTÁ EM MARCHA O PREC II - ESTÁ NOS COMPÊNDIOS LENINISTAS
O PCP e seu satélites sabem fazer isto muito bem e espero que ninguém tenha medo das ameaças de tribunal do senhor Mário Nogueira. Ou teremos de recorrer de novo a Mário Soares para ir para a rua defender a DEMOCRACIA E A LIBERDADE?"
CONVERGÊNCIA DAS FRENTES DE LUTA"

dirigida a quatro pilares:PROFESSORES, MILITARES, FUNÇÃO PÚBLICA E AGORA OS ALUNOS. Só não vê quem não quer.Como o operariado já não existe e ir para a porta das fábricas é perigoso porque provoca mais desemprego, joga-se onde o emprego é para a vida inteira.
Lamentávelmente um partido pilar da Demcracia, responsável por 13 anos de governo em 23, o PSD e a sua líder, cavalgam a onda de descontantamento, numa fase tão dificil para Portugal e para o Mundo, com a falência do neoliberalismo. É a CRISE FINANCEIRO E A CRISE ECONÓMICA, que a ganância do lucro e a Globalização selvagem provocaram. Sobre isto a lider do PSD cala-se. Sobre BPN fica muda. Sobre alternativas não divulga. Agora só fala para dizer que é preciso suspender a avaliação e experimentar outra. MAS QUAL?
nOTA: Li hoje um artigo esclarecedor de Miguel Sousa Tavares no Expresso.Carlos Pinto

O DISCURSO DA VITÓRIA

O DISCURSO

Obama: O discurso de vitória
05.11.2008 - 20h24
Boa noite, Chicago. Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta.É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença.É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis.Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América.É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia.Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América.Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain.O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta.Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses.Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama.Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca.E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites.Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato.E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América.E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso.Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir.Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós. Pertence-vos a vós.Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa.Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono.Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra.Esta vitória é vossa.E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim.Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século.Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós.Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos.Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá.Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá.Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas.Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas.Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono.Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam.Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício.Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos.Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem.Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política.Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso.Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos.E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente.E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar.Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável.É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã.Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele.E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos.Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos.Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos.Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos.Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos.Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação.E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar.Sim, podemos.América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito?Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento.Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos.Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América

O HOMEM CERTO NO MOMENTO CERTO

O HOMEM CERTO NO MOMENTO CERTO

PARABÉNS PRESIDENTE BARACK BAMA

PARA OS QUE DUVIDARAM, HOJE É UMA CERTEZA

EM OBAMA PODEMOS ACREDITAR - VOTE NA MUDANÇA

obama e michele já votaram - não se pode perder 1 voto


AVÓ DE OBAMA VOTOU ANTES DE MORRER. PAZ À SUA ALMA. CUMPRIU O ÚLTIMO DEVER

Obama entre os avós maternos, Stanley e Madelyn Dunham A avó de Barack Obama, Madelyn Dunham, morreu esta madrugada, no Havai.Antes de sucumbir, durante o sono, a um cancro, a senhora votou pela internet, antes ainda da abertura das mesas eleitorais. O voto vai contar. Kevin Cronin, que chefia as eleições no Havai, já garantiu que o voto de Madelyn Dunham vai ser contabilizado. A avó de Obama, acamada, votou por correspondência, informaram as autoridades. E, esse voto, singular e único, será contabilizado como todos os outros votos feitos por correspondência, dado que Madelyn Dunham está viva à altura em que o voto foi confirmado. Amanhã, cerca de seis horas após o fecho das urnas em território continental americano, quando fecharem as mesas de voto no Havai, o voto de Madelyn Dunham simbolizará mais do que apenas um voto em Obama.

OS PRIMEIROS RESULTADOS DEFINITIVOS - VOTE OBAMA

Obama assegura duas vitóriasO candidato democrata à presidência dos Estados Unidos da América, Barack Obama, assegurou vitórias nas duas primeiras mesas de voto que já encerraram em Dixville Notch e Hart's Location, duas pequenas localidades do estado de New Hampshire, na costa Leste.
Estas duas localidades mantêm desde 1948 a tradição de serem as primeiras a votar. Em Dixville Notch, Obama venceu o seu rival republicano, John McCain, por 15 votos contra seis, enquanto em Hart's Location o senador democrata conseguiu 17 votos contra 10 de McCain.
Nas eleições presidenciais de 2000 e 2004, George W. Bush venceu as votações realizadas nestas duas localidades, sendo que em Dixville Notch é a primeira vez desde 1968 que ali ganha um candidato democrata.

UM BOM SINAL.NÃO SE PODE PARAR

UM BOM SINAL.NÃO SE PODE PARAR
que deus te guarde até ao fim barack obama

PROJECÇÕES E SONDAGENS DO PROF. CARLOS SANTOS DA UN. CATÓLICA DO PORTO

PROJECÇÕES E SONDAGENS DO PROF. CARLOS SANTOS DA UN. CATÓLICA DO PORTO
os estados e as tendências com Obama a vencedor

MAIS DE 170 JORNAIS DÃO APOIO A OBAMA

Liderança de Bush foi “falhada”
“The New York Times” apoia Obama e diz que a escolha é fácil

24.10.2008 - 10h12 PÚBLICO
O diário norte-americano “The New York Times” apoia o candidato democrata, Barack Obama, para Presidente dos Estados Unidos, num editorial publicado ontem “on-line” e hoje na edição impressa.O jornal considera em editorial que, apesar de os tempos serem difíceis para o país, “a escolha de um novo Presidente é fácil”, porque, ao fim de dois anos de “uma campanha extenuante e feia, o senador Barack Obama do Illinois provou que é a escolha certa para ser o 44º Presidente dos Estados Unidos”.E diz também que o próximo Presidente vai receber um país “à deriva” depois de oito anos de “liderança falhada do Presidente Bush”, que deixa ao seu sucessor uma herança de duas guerras, “uma imagem global manchada e um Governo sistematicamente destituído da sua capacidade para ajudar os cidadãos”.Para o jornal, referência da imprensa americana com projecção mundial, Obama mostrou “uma cabeça fria e discernimento sólido”, e acredita que “ele tem a capacidade de forjar um consenso político alargado que é essencial para encontrar as soluções para os problemas do país”.Quando a McCain, “The New York Times” diz que “retirou-se cada vez mais para as franjas da política americana, conduzindo uma campanha com base na divisão partidária, guerra de classes e até sugestões de racismo”, defendendo políticas e uma visão do mundo ancoradas no passado, oferecendo também “mais da ideologia republicana de cada um por si”.É também duramente criticada a escolha por McCain de Sarah Palin (actual governadora do Alasca) para sua vice-presidente.

OBAMA E MICHELLE A CAMINHO DA CASA BRANCA- VOTE

OBAMA E MICHELLE A CAMINHO DA CASA BRANCA- VOTE

BILL CLINTON EM ORLANDO-LUTAR ATÉ AO FIM. VAMOS GANHAR

BARACK OBAMA A CAMINHO DA CASA BRANCA

BARACK OBAMA A CAMINHO DA CASA BRANCA
UM IVRO ESPECTACULAR

MCCAINE JOGA BAIXO E ACUSA OBAMA DE EXTREMA-ESQUERDA- É O DESESPERO

OBAMA - NÃO SE PODE DESCANSAR. ATÉ DIA 4 SEMPRE EM LUTA. ELES, OS REPUBLICANOS, VÃO USAR TUDO.

PELA PAZ, PELO PROGRESSO E PELA DEMOCRACIA, VOTE OBAMA. PARA QUE A HISTORIA NÃO SE REPITA

AS CARETAS DE MCCAINN-"O VELHO, O RAPAZ E... FALTA BUSH

AS CARETAS DE MCCAINN-"O VELHO, O RAPAZ E... FALTA BUSH
FIM DO DEBATE

ELEIÇÕES NOS EUA-VOTE

domingo, 7 de setembro de 2008

SERÁ DESTA QUE A SENHORA VAI EXPLICAR OS 13 ANOS DE GOVERNO DO PSD DESDE 1985?E A VENDA DE IMPOSTOS, OS DOIS ANOS NA EDUCAÇÃO E NAS FINANÇAS?



A nova presidente do PSD adoptou um estilo de comunicação contrastante com o da anterior liderança
Na véspera de completar cem dias como líder do PSD e após mais de um mês sem intervenções públicas, Manuela Ferreira Leite discursa hoje na Universidade de Verão do PSD, iniciativa escolhida para a "rentrée" social-democrata e antecede uma série de visitas de Manuela Ferreira Leite às distritais do partido.
De acordo com fonte próxima da presidente do PSD, as visitas às distritais deverão iniciar-se a meio do mês e ter uma frequência semanal, por regra, mas "não estão associadas a um novo calendário de comunicação". Manuela Ferreira Leite continuará a falar ao país pontualmente, "não se vai desdobrar em comentários", e as visitas às distritais "servirão para ouvir a opinião de cada distrital, quando se aproximam três actos eleitorais", segundo a mesma fonte. A primeira mulher a presidir ao PSD foi eleita há 99 dias, nas directas de 31 de Maio, com 37,86 por cento dos votos -- embora a sua equipa e os restantes órgãos nacionais só tenham sido eleitos no Congresso de 20, 21 e 22 de Junho, em Guimarães. A nova presidente do PSD adoptou um estilo de comunicação contrastante com o da anterior liderança de Luís Filipe Menezes em termos de frequência de iniciativas e intervenções públicas e os seus períodos de silêncio foram alvo de crítica. No Congresso de Junho questionou as obras públicas projectadas pelo Governo socialista e defendeu que há uma situação de emergência social em Portugal.
Em Julho deu entrevistas à TVI e ao Expresso, em que insistiu que o Governo informasse como e quando vai pagar as novas obras públicas e defendeu que, devido ao endividamento do país, "não há dinheiro para nada". Outro tema levantado por Manuela Ferreira Leite, no mesmo mês, numa iniciativa da JSD, foi a política de juventude, que considerou que "errada", dizendo que "não pode ser uma política assistencial, de ajudas, subsídios e patrocínios".
A sua última intervenção pública foi no dia 31 de Julho, logo a seguir à mensagem do Presidente da República sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores. Manuela Ferreira Leite, que já tinha criticado o estatuto dos Açores em visita a Ponta Delgada, prometeu alertar o grupo parlamentar do PSD para os pontos contestados por Cavaco Silva.

FALOU O EDUCADOR DA CLASSE OPERÁRIA: AGORA É QUE VAI SER! NÃO BRINQUEM COM COISAS SÉRIAS.

José Pacheco Pereira foi o orador convidado desta noite na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Portalegre. Antes de discursar, o professor do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) falou aos jornalistas e aceitou comentar as críticas feitas à presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, pela frequência das suas intervenções públicas -- nenhuma durante o mês de Agosto.
"A líder do partido deve falar não regra mas por excepção", defendeu Pacheco Pereira, contestando que tenha existido um "silêncio" por parte de Manuela Ferreira Leite: "Isso foi uma mera invenção comunicacional".
De acordo com o historiador, impunha-se "uma certa moderação" depois do "palavreado das anteriores lideranças do PSD". "Temos que descansar desse palavreado e dos enormes estragos que fez à credibilidade do PSD" e do "culto da liderança e da personalidade", acrescentou.
Segundo Pacheco Pereira, tendo Manuela Ferreira Leite sido eleita no final de Maio e seguindo-se o período das férias de Verão, "a partir de agora é que se pode medir realmente os silêncios e as falas".
O antigo deputado do PSD adiantou que a nova direcção do partido vai aumentar o escrutínio da acção governativa, passando a reunir informação, a analisar e a questionar as medidas anunciadas pelo Governo "quase em tempo real", sobretudo no Parlamento. "Isso não implica tomar posição sobre as medidas", ressalvou.
"A produção não precisa de ser conclusiva. Vai haver um acompanhamento qualificado da governação", precisou Pacheco Pereira.

sábado, 6 de setembro de 2008

ISTO JÁ VEM DE 1990. A 1 ANO DE ELEIÇÕES É PRECISO QUE SE ESCLAREÇA RAPIDAMENTE

Domínio da Geoarque na arqueologia garantido através da filtragem de empresas

(Público) 06.09.2008
O total dos pagamentos feitos à Geoarque pela JAE e pelas entidades que a substituíram ascendeu, desde 1997, a 710.000 euros, de acordo com a administração da EP. Este valor, que corresponde a 19 trabalhos arqueológicos, de norte a sul do país, traduz apenas uma pequena parte da facturação da empresa em serviços ligados à construção de estradas da EP.O montante global dos negócios da Geoarque no sector rodoviário não é conhecido fora da empresa, mas os 19 trabalhos referidos pela EP respeitam exclusivamente a contratos celebrados directamente por ela e pelas suas antecessoras.
Significativo do fosso entre estes trabalhos e a actividade real da Geoarque é o facto de esta identificar no seu site 77 "estudos principais" efectuados entre 1996 e 2006 em estradas da EP (num total de 157), não se encontrado sequer entre eles a maior parte dos 19 encomendados pelos serviços onde trabalha Carlos Ramos e Arlete Castanheira.

FALA-SE EM CORRUPÇÃO? SERÁ POSSÍVEL EM PORTUGAL?

Altos quadros da Estradas de Portugal sob suspeita
Cravinho sabe ou não sabe o que diz? Sabe como parece que sabe, ou não sabe como dizem que não sabe? E se não sabe, como foi o que foi e é o que é? E se sabe, que vai acontecer?

A Geoarque, uma firma que faz estudos de arqueologia para a EP, é controlada por altos funcionários desta empresa de capitais públicos
João Cravinho extinguiu a JAE em 2000 por causa de suspeitas de corrupção, mas os problemas mantêm-se. Uma grande parte dos negócios da área do Ambiente relacionados com a construção de estradas está nas mãos de empresas controladas por altos quadros da Estradas de Portugal (EP), que actuam em violação da lei e das suas obrigações de funcionários públicos. Embora haja indícios de situações mais graves na EP, algumas das quais estão a ser investigadas internamente, este caso ocorre nos seus serviços de Ambiente, onde pelo menos quatro quadros superiores estão, ou estiveram, envolvidos em empresas cuja actividade se centra na produção de estudos ambientais e arqueológicos encomendados por aqueles serviços. A situação é parcialmente conhecida e comentada nos meios arqueológicos há muitos anos, mas nunca deu origem a nenhuma queixa das empresas concorrentes por receio de represálias.
A administração da EP, empresa de capitais públicos que herdou as competências da antiga Junta Autónoma de Estradas (JAE), diz que desconhecia estes factos e abriu esta semana um "inquérito completo e detalhado" depois de ter sido questionada pelo PÚBLICO.
No início da história está a constituição, em 1992, de uma firma de estudos e projectos ambientais (Trifólio), na qual prestaram serviços dois técnicos da JAE, Ana Cristina Martins, actual directora do Gabinete de Ambiente da EP, e Joaquim da Silva Thó, um engenheiro agrário que também exerceu funções de chefia na EP e estava colocado no seu Gabinete de Ambiente quando deixou a empresa em Abril deste ano. Já em 1996, dois dos sócios-fundadores da Trifólio, que não tinham qualquer ligação directa à JAE, participaram na constituição da Geoar-que, uma empresa que se tornará rapidamente a principal fornecedora de serviços de arqueologia à JAE e de-pois à EP - da mesma forma que a Trifólio assumirá a liderança dos estudos ambientais encomendados por estas entidades. Na Geoarque, os dois fundadores da Trifólio repartem o capital com Ivone Tavares - secretária do director dos serviços do IPPC (actual Igespar) que tutelavam toda a actividade arqueológica no país e então mulher de Carlos Ramos, o único arqueólogo que trabalhava na JAE e hoje é o coordenador do Património Cultural do Gabinete de Ambiente da EP - e com Nuno Rodrigues, filho de Arlete Castanheira, técnica superior da JAE e ainda colega de Carlos Ramos no seu Gabinete de Ambiente. Estes dois quadros da JAE são, desde sempre, quem controla todos os negócios da Geoarque, embora o capital da sociedade seja formalmente detido por um técnico de seguros e por uma mulher sem qualquer ligação à arqueologia, desde que os familiares de Arlete Castanheira e Carlos Ramos, bem como os fundadores da Trifólio (que também abandonaram esta empresa já nesta década), saíram em 2000.Arlete Castanheira e Carlos Ramos - um chefe de divisão que tem na EP um papel-chave na contratação de todos os trabalhos de arqueologia da empresa e dos empreiteiros que ela contrata - são co-proprietários da sede da Geoarque, em Linda-a-Velha, e ambos intervêm directa e quotidianamente na sua gestão. Arlete Castanheira tem procuração para tratar dos seus assuntos, é co-titular das suas contas bancárias e dirige actualmente o processo de integração da Geoarque no grupo Amb e Veritas, que tem entre os seus sócios um antigo presidente da associação ambientalista Quercus, José Manuel Marques, e que controla igualmente uma parte considerável das encomendas de estudos ambientais da EP. Neste contexto, Arlete Castanheira criou já este ano uma nova empresa de arqueologia em que possui a maioria do capital e onde tem como sócia a Amb e Veritas. A sociedade, que adoptou a denominação Geoarque II, partilha a sede com a Geoarque e prossegue o mesmo objecto social. Confrontada com estes factos, a gerência da Amb e Veritas respondeu que foi informada por Arlete Castanheira de que ela se encontrava "em fase terminal de desvinculação" da EP, informação que constituiu um "argumento necessário e fundamental à constituição" da Geoarque II.
A empresa alega desconhecer as relações de Carlos Ramos e de Arlete Castanheira com a Geoarque e diz que a ligação de Arlete Castanheira à EP "em nada contribuiu" para a decisão de se associar a ela. "O processo de constituição da Geoarque II visa aproveitar o nome Geoarque no mercado, tendo nós sido informados pela dr.ª Arlete Castanheira que tal sociedade iria cessar a sua actividade", acrescentou a Amb e Veritas, assegurando que "jamais foi favorecida em qualquer tipo de situação".
A administração da EP adiantou que Arlete Castanheira se encontra com baixa médica quase ininterrupta desde Setembro de 2006 e que começou a negociar a sua saída da empresa em Fevereiro deste ano, saída que ainda não se concretizou.
As suspeitas de promiscuidade entre altos quadros da entidade que tutela a construção de estradas e as empresas a quem adjudica contratos vêm de longe e encheram muitas páginas de jornais há uma década. O problema, no entanto, está longe de ter desaparecido e alguns dos seus afloramentos actuais têm origem em teias de relações criadas no início dos anos 90, antes, portanto, das investigações judiciais, da sindicância e do inquérito parlamentar que abalaram a antiga JAE e conduziram à sua extinção, em 2000, por iniciativa do ex-ministro João Cravinho.
O PÚBLICO tentou contactar todas as pessoas e empresas nomeadas, mas, à excepção da gerência da Amb e Veritas e da administração da EP, nenhuma delas se mostrou disponível para falar.

CRAVINHO VOLTA À CARGA. QUANDO É QUE ISTO SE ESClARECE?


O caso Trifólio e Amb e Veritas
Percebem-se melhor as palavras de Cravinho de há um mês e tal atrás? Parece que a origem do défice que a todos apoquenta e para tudo serve de pretexto é, na verdade, muito variada, não sendo o excesso de pessoal nos serviços públicos o motivo principal...
(Público)06.09.2008Representanda pela gorda fatia dos negócios gerados pela EP em matéria de ambiente, a elaboração dos estudos de impacte ambiental (EIA) das estradas a construir não parece privilegiar nenhuma empresa em particular, mas as adjudicações directas são lideradas pela Trifólio, uma sociedade que teve entre os seus colaboradores dois técnicos superiores da EP. Ainda que com um lugar mais discreto, a Amb e Veritas, empresa com ligações a uma outra técnica superior da EP, tem vindo a reforçar a sua posição, liderando neste momento as adjudicações, com quatro dos 14 estudos em fase de avaliação.Criada em 1992 por duas pessoas sem formação nesta área, que em 1996 vieram a formar a Geoarque - empresa controlada por dois outros técnicos da EP -, a Trifólio teve uma forte ligação a Ana Cristina Martins, actual directora do Gabinete de Ambiente da EP, e a Joaquim da Silva Thó, um outro quadro do mesmo gabinete (ver texto principal). A colaboração destes técnicos com a Trifólio e outras empresas, nomeadamente a Ecoserviços - em que também trabalhou Ana Martins e tem feito muitos estudos de estradas -, estava autorizada pela EP, mas não foi possível apurar se ainda se mantém. O PÚBLICO tentou esclarecer o envolvimento de ambos com a Trifólio, mas não conseguiu contactá-los. O actual sócio-gerente da empresa, por seu lado, recusou-se a prestar declarações. No caso da Amb e Veritas, a ligação aos técnicos da EP concretizou-se já este ano com a constituição da Geoarque II (ver texto principal). A acreditar nos dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a EP e antecessores promoveram desde 1995 a realização de 142 EIA, sendo que 22 deles foram da responsabilidade da Trifólio, empresa que apenas fez mais sete estudos do mesmo tipo para outros clientes. As outras empresas que mais trabalharam para a EP foram a Arqpais e a Coba (21 cada uma), a Agroambiente (13), a Ecoserviços (12), a Ecosistema (9) e a Amb e Veritas (8), sendo que esta empresa só entrou no negócio em 2001. Em fase de avaliação encontram-se ainda 14 estudos adjudicados pela EP em 2007 e 2008, sendo 4 da Amb e Veritas, dois da Trifólio, dois da Coba e seis de seis empresas distintas.Estes números, contudo, parece não refectirem toda a realidade, na medida em que a EP, em resposta ao PÚBLICO, enumera um total de 16 contratos com a Trifólio desde 1993, no valor de 502.020 euros, sendo que 12 deles não constam da lista de 22 que lhe são atribuídos pela APA.Já no que respeita à Amb e Veritas, a sua posição entre os fornecedores da EP também não é fácil de determinar. Isto porque a APA lhe credita oito estudos feitos e quatro em execução, enquanto a EP diz que só lhe entregou seis contratos por 234.037 euros. Acresce que destes seis só um é que consta da lista da APA. Além disso, a Amb e Veritas informou por escrito o PÚBLICO de que o total da sua facturação com a EP se ficou por cerca de 53.000 euros, quase um quinto do que diz a EP. A sucessora da JAE identifica, por exemplo, um contrato de 100.749 euros feito com a Amb e Veritas, relativo ao Nó de Arões do IC5. Esta empresa, porém, insiste em que nunca celebrou qualquer contrato relativo a esse nó. Responsáveis de outras empresas que pedem o anonimato garantem que estes números escondem "uma verdadeira teia de subcontratações" que tem assegurado a hegemonia da Trifólio na EP, lugar que estará a perder em favor da Amb e Veritas.

CRAVINHO VOLTA À CARGA. QUANDO É QUE ISTO SE ESClARECE?

O caso Trifólio e Amb e Veritas
Percebem-se melhor as palavras de Cravinho de há um mês e tal atrás? Parece que a origem do défice que a todos apoquenta e para tudo serve de pretexto é, na verdade, muito variada, não sendo o excesso de pessoal nos serviços públicos o motivo principal...
(Público)06.09.2008Representanda pela gorda fatia dos negócios gerados pela EP em matéria de ambiente, a elaboração dos estudos de impacte ambiental (EIA) das estradas a construir não parece privilegiar nenhuma empresa em particular, mas as adjudicações directas são lideradas pela Trifólio, uma sociedade que teve entre os seus colaboradores dois técnicos superiores da EP. Ainda que com um lugar mais discreto, a Amb e Veritas, empresa com ligações a uma outra técnica superior da EP, tem vindo a reforçar a sua posição, liderando neste momento as adjudicações, com quatro dos 14 estudos em fase de avaliação.Criada em 1992 por duas pessoas sem formação nesta área, que em 1996 vieram a formar a Geoarque - empresa controlada por dois outros técnicos da EP -, a Trifólio teve uma forte ligação a Ana Cristina Martins, actual directora do Gabinete de Ambiente da EP, e a Joaquim da Silva Thó, um outro quadro do mesmo gabinete (ver texto principal). A colaboração destes técnicos com a Trifólio e outras empresas, nomeadamente a Ecoserviços - em que também trabalhou Ana Martins e tem feito muitos estudos de estradas -, estava autorizada pela EP, mas não foi possível apurar se ainda se mantém. O PÚBLICO tentou esclarecer o envolvimento de ambos com a Trifólio, mas não conseguiu contactá-los. O actual sócio-gerente da empresa, por seu lado, recusou-se a prestar declarações. No caso da Amb e Veritas, a ligação aos técnicos da EP concretizou-se já este ano com a constituição da Geoarque II (ver texto principal). A acreditar nos dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a EP e antecessores promoveram desde 1995 a realização de 142 EIA, sendo que 22 deles foram da responsabilidade da Trifólio, empresa que apenas fez mais sete estudos do mesmo tipo para outros clientes. As outras empresas que mais trabalharam para a EP foram a Arqpais e a Coba (21 cada uma), a Agroambiente (13), a Ecoserviços (12), a Ecosistema (9) e a Amb e Veritas (8), sendo que esta empresa só entrou no negócio em 2001. Em fase de avaliação encontram-se ainda 14 estudos adjudicados pela EP em 2007 e 2008, sendo 4 da Amb e Veritas, dois da Trifólio, dois da Coba e seis de seis empresas distintas.Estes números, contudo, parece não refectirem toda a realidade, na medida em que a EP, em resposta ao PÚBLICO, enumera um total de 16 contratos com a Trifólio desde 1993, no valor de 502.020 euros, sendo que 12 deles não constam da lista de 22 que lhe são atribuídos pela APA.Já no que respeita à Amb e Veritas, a sua posição entre os fornecedores da EP também não é fácil de determinar. Isto porque a APA lhe credita oito estudos feitos e quatro em execução, enquanto a EP diz que só lhe entregou seis contratos por 234.037 euros. Acresce que destes seis só um é que consta da lista da APA. Além disso, a Amb e Veritas informou por escrito o PÚBLICO de que o total da sua facturação com a EP se ficou por cerca de 53.000 euros, quase um quinto do que diz a EP. A sucessora da JAE identifica, por exemplo, um contrato de 100.749 euros feito com a Amb e Veritas, relativo ao Nó de Arões do IC5. Esta empresa, porém, insiste em que nunca celebrou qualquer contrato relativo a esse nó. Responsáveis de outras empresas que pedem o anonimato garantem que estes números escondem "uma verdadeira teia de subcontratações" que tem assegurado a hegemonia da Trifólio na EP, lugar que estará a perder em favor da Amb e Veritas.

EUA - OS AMERICANOS SABEM QUE TÊM DE MUDAR


Eleições EUA
Oito pontos de avanço para Barack Obama
O candidato democrata, Barack Obama, tem oito pontos de avanço sobre o seu adversário republicano John McCain (48 por cento contra 40 por cento), segundo uma sondagem divulgada esta segunda-feira pela cadeia de televisão norte-americana CBS.
Esta sondagem é a primeira realizada depois de os dois candidatos terem anunciado os respectivos «vices» na lista presidencial.
Antes da convenção democrata, o mesmo instituto dava apenas três pontos de avanço a Obama.
A sondagem sublinha que 71 por cento das pessoas inquiridas afirmam ter seguido na televisão a Convenção democrata que se reuniu a semana passada em Denver (Colorado, ocidente).
A Convenção republicana já começou em St Paul (Minnesota, Norte), mas o seu programa foi reduzido devido ao furacão Gustav.
A sondagem sublinha que Obama beneficia agora do apoio de mais eleitores independentes. Antes da convenção democrata, McCain tinha 12 pontos de avanço neste eleitorado. Agora é Obama que tem mais seis pontos neste eleitorado (43 por cento contra 37 por cento). O candidato democrata tem também mais vantagens entre as mulheres (50 por cento contra 36 por cento).
A sondagem mostra que 67 por cento das pessoas que afirmam que vão votar Obama se declaram entusiasmadas com o seu candidato. Ao invés, apenas cerca de um quarto dos eleitores republicanos afirmam que estão entusiasmados com o seu candidato.
A sondagem decorreu entre 29 e 31 de Agosto num universo de 875 pessoas. A margem de erro é de mais ou menos 3 por cento.
A sondagem diária do Instituto Gallup concedia na segunda-feira seis pontos de avanço a Obama (49 por cento contra 43 por cento). Esta sondagem foi realizada a 31 de Agosto num universo de pelo menos 1.000 pessoas e a sua margem de erro é de mais ou menos 2 por cento.
Uma outra sondagem divulgada domingo pela CNN concedia apenas um ponto de avanço a Obama (49 por cento contra 48 por cento). Esta pesquisa, cujos resultados são sensivelmente diferentes dos outros, foi realizada de 29 a 31 de Agosto junto de 927 pessoas. A margem de erro é de mais ou menos 3 por cento.
A última sondagem CNN, divulgada a semana passada, colocava os dois candidatos a par (47 por cento) quando todas as outras sondagens publicadas na mesma altura davam um avanço de três a seis pontos a Obama.

VOLTA A FALAR-SE DE SUBMARINOS, PORTUCALE E OUTROS QUE TAIS. QUE A CULPA NÃO MORRA SOLTEIRA.

O que levou à demissão de Nobre Guedes
As escutas do ‘caso Portucale’, que deixaram de estar sob segredo de Justiça em Agosto de 2007, incluindo várias conversas entre Paulo Portas e Abel Pinheiro por altura da sucessão de 2005 no CDS, poderão ter levado Nobre Guedes a apresentar a demissão da vice-presidência do partido

Portas nega que a demissão de Nobre Guedes esteja relacionada com o conhecimento das escutas do caso Portucale – reveladas precisamente na altura em que Nobre Guedes se afastou – e que davam conta da preferência do líder do CDS por António Pires de Lima para lhe suceder à frente do partido.
Mas o que é certo é que na origem desta ruptura esteve precisamente um ‘braço-de-ferro’ entre Nobre Guedes e Pires de Lima no Conselho Nacional que se realizou logo a seguir às eleições para a Câmara de Lisboa e que teve tudo a ver com o caso.
Nessa reunião, Nobre Guedes, face às notícias que davam conta do envolvimento do CDS em vários processos judiciais, entre os quais o caso dos submarinos e do financiamento ilegal do partido, defendeu que os centristas deviam assumir a luta contra este tipo de ataques como uma bandeira. Pires de Lima, por seu lado, considerou que o CDS se devia concentrar numa agenda dirigida para os problemas reais dos portugueses, como as questões fiscais, a economia e a saúde.

EUA - SARAH PALIN COBERTA DE POLÉMICAS

Mundo: Sarah Palin e o Partido para a Independência do Alasca

Fonte: Público
A mais recente polémica sobre a candidata a vice-presidente dos Estados Unidos Sarah Palin envolve o Partido para a Independência do Alasca. O seu marido, Todd Palin, foi membro do AIP durante sete anos, até 2002, e a presidente do partido chegou a confirmar que a própria Sarah Palin também esteve inscrita. Poucos dias depois a responsável do AIP disse que tinha sido induzida em erro, mas confirma que Palin esteve numa convenção do partido. No YouTube corre o vídeo de uma mensagem de Sarah Palin à convenção do AIP deste ano.

SERÁ DESTA QUE MFL VAI DIZER QUE DESDE 1985 (23 ANOS) O PSD GOVERNOU 13?PORQUE NÃO FEZ AS REFORMAS?O QUE CORREU MAL?

Presidente do PSD fala na Universidade de Verão
Preocupação é, a seguir à expectativa sobre o conteúdo do discurso da líder, o que melhor pode descrever o ânimo dos sociais-democratas, que precisam ver que frutos vai dar a estratégia do silêncio do Verão.
"A expectativa é grande, foi ela que a criou". Esta frase de Ângelo Correia (que esteve com Luís Filipe Menezes e foi apoiante de Pedro Passos Coelho), em entrevista à revista Visão, é reveladora do ambiente que se vive na "família social-democrata" na véspera do discurso da líder no encerramento da Universidade de Verão, marcado para o princípio da tarde de amanhã.
Apoiantes, adversários e os intermitentes, todos se preparam para cobrar resultados a Manuela Ferreira Leite, após um dos silêncios mais ruidosos da democracia (mais intenso, só o tabu de Cavaco Silva sobre a candidatura a Belém).
Querem, como é a convicção de Miguel Relvas, apoiante de Passos Coelho, ver o PSD "a falar para o eleitorado". "Ou seja, a traçar uma linha política alternativa à do Governo socialista", afirmou ao JN.
Essa linha alternativa está a ser delineada. A garantia é dos sociais-democratas próximos da líder, que nada adiantam sobre o conteúdo do discurso de amanhã. Até porque nada sabem. Como explicou ao JN um dos dirigentes, que pediu para não ser citado, Manuela Ferreira Leite ouve muito mas fala pouco sobre as suas intenções e nada revelou sobre a intervenção que fará em Castelo de Vide.
Há, no entanto, a expectativa de que a presidente do partido, além de voltar a frisar as três áreas que têm dominado as suas intervenções (ler caixa), possa "pegar em mais um ou outro tema". Mas nada de propostas concretas de governação. Essas ficarão para mais tarde, para 2009, quando o PS apresentar também o seu programa para a próxima legislatura.
A líder, como já explicou aos deputados no jantar que marcou o final da anterior sessão legislativa, não quer correr o risco de os socialistas, "com a sua máquina de Governo, cilindrarem as propostas do PSD".
A metodologia da estratégia de Manuela Ferreira Leite passa por três fases: aprofundamento ideológico da alternativa ao PS; programa de Governo; e apresentação de medidas concretas. Neste momento político, ainda decorre a primeira, na qual pretende marcar posições doutrinais. Mas há vozes no interior do partido que temem pelos resultados da orientação estipulada pela líder.
Em vésperas de discussão do Orçamento de Estado, cuja proposta o Governo terá de apresentar até 15 de Outubro, o PSD, em particular o grupo parlamentar, terá de apresentar iniciativas concretas para se demarcar das orientações socialistas. Uma tarefa na qual será decisivo o trabalho de Paulo Rangel à frente da bancada parlamentar. Também aqui, a linha seguida é a do silêncio, mas o primeiro debate com José Sócrates já está marcado para dia 24 e todos os holofotes estarão em S. Bento.
A preocupação paira, assim, no PSD, porque, apesar da crise económica, do aumento do sentimento de insegurança e do desgaste da imagem de alguns membros do Governo, os sociais-democratas ainda não conseguem vislumbrar sinais de um regresso ao poder nas legislativas do próximo ano.

JÁ ONTEM ERA TARDE. AS POLÍCIAS E INVESTIGADORES TÊM DE AGIR EM CONJUNTO

"Foram quatro horas de intensa discussão" disse ao Expresso uma fonte da reunião que sentou a mesma mesa o Procurador-Geral da República o comandante-geral da GNR, os directores nacionais da PJ e da PSP, a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, os procuradores-gerais distritais e os directores de departamento de Investigação e Acção Penal.
Num comunicado oficial, a PGR informa que ficou decidido "aprofundar a cooperação entre o "Ministério Público" e as polícias que fazem investigação criminal, PJ, PSP e GNR. A ideia é acabar com as "quintinhas" nas polícias, designadamente que passem a partilhar as suas informações que recolhem no terreno.
Vão ser criadas unidades especiais para combater o crime violento, constituídas por elementos da PJ, da GNR e da PSP, presididas por um magistrado do Ministério Público. Vão funcionar nos DIAP's.
A falta de partilha de informação já provocou situações graves, como a do assassinato dos dois agentes da PSP há dois anos, na Amadora. O assassino tinha o mandado de busca internacional, que só era do conhecimento da PJ. A PSP tinha-o identificado noutros processos, mas desconhecia esta situação.

JÁ ONTEM ERA TARDE. AS POLÍCIAS E INVESTIGADORES TÊM DE AGIR EM CONJUNTO

"Foram quatro horas de intensa discussão" disse ao Expresso uma fonte da reunião que sentou a mesma mesa o Procurador-Geral da República o comandante-geral da GNR, os directores nacionais da PJ e da PSP, a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, os procuradores-gerais distritais e os directores de departamento de Investigação e Acção Penal.
Num comunicado oficial, a PGR informa que ficou decidido "aprofundar a cooperação entre o "Ministério Público" e as polícias que fazem investigação criminal, PJ, PSP e GNR. A ideia é acabar com as "quintinhas" nas polícias, designadamente que passem a partilhar as suas informações que recolhem no terreno.
Vão ser criadas unidades especiais para combater o crime violento, constituídas por elementos da PJ, da GNR e da PSP, presididas por um magistrado do Ministério Público. Vão funcionar nos DIAP's.
A falta de partilha de informação já provocou situações graves, como a do assassinato dos dois agentes da PSP há dois anos, na Amadora. O assassino tinha o mandado de busca internacional, que só era do conhecimento da PJ. A PSP tinha-o identificado noutros processos, mas desconhecia esta situação.

UM PROCURADOR-ADJUNTO APANHADO NA CANDONGA

Segundo o SOL apurou, o magistrado tentava transaccionar o bilhete por 450 euros e foi logo detido, estando acusado de um crime de especulação na forma tentada. O bilhete tinha-lhe custado apenas cerca de 60 euros.
O facto foi confirmado ao SOL pela porta-voz da Procuradoria-Geral da República (PGR): «O Procurador-Geral comunicou de imediato ao senhor procurador-geral-distrital do Porto, a fim de ser aberto o competente inquérito».
Ao que tudo indica, o procurador-adjunto colocou um anúncio para tentar vender o bilhete para o concerto, que se realiza no próximo dia 14, no Parque da Bela Vista, em Lisboa.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

SONDAGEM - EU NÃO COMENTO



A suave aproximação dos partidos do poder
Os resultados da sondagem confirmam uma tendência de descida gradual e lenta do PS e um movimento contrário por parte das intenções de voto no PSD. Mas na leitura desta evolução, que tem cerca de um ano, nem António Costa Pinto nem Carlos Jalali (ambos politólogos) interpretam qualquer risco para a vitória socialista em 2009. E se para Costa Pinto as sondagens no último ano e meio "têm sido muito firmes na ausência de maioria absoluta", Jalali admite que, se a um ano de eleições o PS consegue ter 39% das intenções de voto, a maioria absoluta (43%) "não é um caso perdido". Este professor da Universidade de Aveiro encontra, na leitura das sondagens, factores que abrem a janela da maioria absoluta ao PS: "O elevado número de eleitores que ainda não decidiram o sentido de voto" - 22,6% de inquiridos que não sabem ou não respondem - e o facto de ser poder, dão-lhe a prerrogativa de apelar ao voto através das políticas que propõe. Há ainda a subida dos partidos de esquerda, uma reserva de eleitores a que o PS pode recorrer numa estratégia de voto útil. Já para o professor do ISCTE, "sem alguma chantagem eleitoral é pouco provável que algumas intenções de voto que se têm manifestado no BE e até no PCP regressem ao PS".

PS - PAULO PEDROSO REGRESSA AO PARLAMENTO

AR: Pedroso diz que regresso ao Parlamento foi decisão tomada de acordo com o PS
Lisboa, 05 Set (Lusa) - O ex-porta-voz socialista Paulo Pedroso afirmou hoje que ele próprio e o PS, na sequência das decisões judiciais sobre o processo Casa Pia, entenderam estarem reunidas as condições para regressar ao exercício do lugar de deputado.
"Sinto o meu regresso à Assembleia da República como um virar de página. É o fim de um ciclo", declarou Paulo Pedroso à agência Lusa.
A decisão do regresso de Paulo Pedroso ao lugar de deputado do PS, já na próxima segunda-feira, para o qual foi eleito pelo círculo de Setúbal, foi anunciada pelo líder da bancada do PS, Alberto Martins.
Em comunicado, Alberto Martins informou que grupo parlamentar socialista comunicou ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que "cessaram as razões, por este em tempo invocadas, de impossibilidade temporária para o exercício do mandato de deputado".
Paulo Pedroso suspendeu o mandato em 2003, depois de ter sido detido no processo Casa Pia, mas candidatou-se de novo nas eleições de 2005, em 10º lugar na lista do PS por Setúbal.
Falando cinco dias depois de o tribunal lhe ter dado razão no âmbito do processo Casa Pia, considerando a sua detenção um "erro grosseiro", Paulo Pedroso justificou à agência Lusa os motivos do seu regresso à vida política activa.
"Em 2005, comuniquei que me sentia impedido de exercer o mandato parlamentar, na sequência de um compromisso publicamente assumido com o secretário-geral do partido, José Sócrates, e por mim próprio. Não exerci nenhuma função política até que o processo [Casa Pia] estivesse concluído", frisou o ex-porta-voz socialista.
No entanto, segundo o "ex-número dois" da direcção de Ferro Rodrigues, as circunstâncias agora mudaram na sequência de vitórias que obteve em tribunal.
"Com o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de finais de 2005 e a sentença do Tribunal Cível de Lisboa, de que fui notificado no início deste semana, o PS, o seu Grupo Parlamentar e eu próprio entendemos que estavam ultrapassados os motivos para o impedimento. Foi isso que comuniquei na carta que escrevi ao presidente da Assembleia da República [Jaime Gama]", justificou o ex-ministro do segundo Governo de António Guterres.
Interrogado sobre a forma como encara o seu regresso à vida política activa, Paulo Pedroso disse encarar a decisão de assumir o lugar de deputado no Parlamento "como um virar de página".
"É o fim de um ciclo em que fiz tudo o que me foi possível para que toda a verdade fosse apurada. Agora, a vida deve continuar. Sinto que deve continuar plenamente o meu contributo para as causas em que acredito", acrescentou o ex-dirigente socialista.

O CANDIDATO AO PS/PORTO SEMPRE ATENTO, COM OPINIÃO. ENQUANTO OUTROS PASSAM O TEMPO COM BANALIDADES E A MANDAR CONVOCAR Pª ALMOÇOS USANDO MÁQUINA PS

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Bolhão fora da agenda da próxima reunião de Câmara
É só bluff (blefe), bazófia e incompetência! A Câmara Municipal do Porto parece uma criança a brincar aos carrinhos, para não dizer uma barata tonta... Dá o flanco por todos os lados. Não é difícil que uma alternativa política à coligação da direita seja vitoriosa. Mas tem de emergir da cidade, ser unificadora e concentrar-se inteiramente em ganhar a confiança dos portuenses. Quem não percebe isto, não percebe nada do que é o Porto. Nem o merece!
PEDRO BAPTISTA NO BLOG-servir-o-porto

(Público) 05.09.2008, Patrícia Carvalho"Estamos expectantes", admitia ontem Pedro Neves, administrador da TCN, que pediu à autarquia uma alteração ao contrato que o prende ao projecto inicial, recusado pelo IgesparOs 30 dias já passaram, mas o silêncio em torno do futuro do Mercado do Bolhão continua.No dia 1 de Agosto, o vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Lino Ferreira, deu um prazo de 30 dias à vencedora do concurso, a TramCroNe (TCN), para assinar o contrato de construção e exploração do espaço, ameaçando anular o processo de adjudicação se o prazo não fosse cumprido. O prazo acabou e o que toda a gente pergunta é: já há assinatura?O assunto não consta da agenda da reunião do executivo da próxima semana."Não há novidades". Ao longo da semana, a resposta do gabinete de comunicação da autarquia foi sempre a mesma.Da parte da TCN, o administrador-delegado, Pedro Neves, também não quis, ontem, adiantar qualquer pormenor. "Estamos expectantes" foi tudo o que acedeu a revelar ao PÚBLICO.Curiosamente, é exactamente a mesma expressão usada por Miguel Mendonça, comerciante do exterior do Bolhão, sobre o impasse que todo o processo tem atravessado. "Estamos expectantes a ver qual o resultado que vai sair", explica. Entre os colegas, as opiniões dividem-se, acrescenta o comerciante: "Há pessoas que estão apreensivas e outras mais optimistas. Há quem ache que a TCN se vai embora, mas não me parece que alguém abandone assim um negócio tão chorudo."No interior do mercado, o presidente da Associação dos Comerciantes do Bolhão, Alcino Sousa, também está a aguardar a decisão da autarquia e recusa qualquer cenário que não passe pela reabilitação do espaço. "É uma decisão que o vereador tem que tomar. Nós estamos a aguardar. Não estamos preocupados que a empresa [adjudicatária] seja a A, B ou C. É preciso é encontrar uma solução para o Bolhão porque não podemos continuar neste beco sem saída", diz.Do lado da Plataforma de Intervenção Cívica (PIC), o arquitecto Joaquim Massena assume que há "uma certa preocupação, porque o silêncio e a omissão continuam a estar presentes". Lino Ferreira intimou a TCN a assinar o contrato, depois da empresa ter comparecido no local e hora agendado para essa assinatura sem a documentação necessária. Contudo, Pedro Neves insiste que a empresa só assinará o documento se a autarquia adicionar uma "cláusula de conforto", que não obrigue a TCN a cumprir a sua proposta inicial, que o Igespar (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) já recusou.Depois de terminado o prazo dado à TCN, Lino Ferreira não indicou ainda se vai ceder à exigência da empresa, anular a adjudicação ou, eventualmente, avançar com uma solução diferente.Certo é que a agenda da primeira reunião do executivo depois das férias de Verão, e que será já na próxima terça-feira, não contempla o tema Bolhão. Fonte da autarquia lembra que o vereador apontara Setembro como o mês para levar uma decisão ao executivo. A manterem--se as reuniões quinzenais, resta mais uma oportunidade.

QUANDO SÓ CONTA O LUCRO, DÁ NISTO.




Medicamentos
Três medicamentos suspeitos para artrite reumatóite à venda em Portugal
Hoje às 08:01O Infarmed promete esclarecimentos para, esta sexta-feira, sobre a advertência da agência norte-americana para o medicamento que alertou para os possíveis efeitos secundários graves de quatro medicamentos para a artrite reumatóide. Três destes fármacos estão à venda em Portugal.

ISTO CONTA ALGUMA COISA PARA RESOLVER OS PROBLEMAS DO PAÍS? O CDS CAMINHA PARA O DESAPARECIMENTO

Numa declaração à Lusa, Paulo Portas justificou quarta-feira o seu silêncio com a tentativa de levar Luís Nobre Guedes a reconsiderar a sua decisão, tomada em Setembro de 2007 mas só terça-feira conhecida.
A reunião da comissão política nacional, prevista para as 21h30 na sede do partido em Lisboa, foi convocada quarta-feira pela direcção democrata-cristã de forma a dar explicações mais detalhadas aos membros daquele órgão.
O ex-dirigente do CDS-PP Luís Nobre Guedes abandonou em Setembro do ano passado a vice-presidência da comissão política nacional noticiou terça-feira o Público.
Portas confirmou àquele jornal a demissão mas, na altura, não explicou as razões de não ter sido tornada pública.
Afirmando-se indignado pelo facto de a saída de Nobre Guedes ter sido ocultada à comissão política nacional durante um ano, Manuel Sampaio Pimentel, vereador na câmara do Porto, decidiu abandonar aquele órgão.
Portas disse ter percebido as razões de Nobre Guedes para «não estar disponível para a política activa» e recordou que «um pouco antes, em conselho nacional», Nobre Guedes expressara a «opinião sobre o que considerava serem as condições mínimas, não reunidas, face à distorção do Estado de Direito, para o exercício da política em Portugal».
«Não havendo um acto formal de demissão, mas sim uma disposição de afastamento em relação às condições para fazer política, achei que conseguiria, com tempo e persuasão, convencer o dr. Nobre Guedes a não se afastar», acrescentou o presidente do CDS-PP.
Para Paulo Portas, «era esse o melhor interesse do CDS» e «só isso explica que, ao longo deste ano, tenha mantido o tema sob reserva».
Portas reconheceu no entanto as críticas que lhe têm sido feitas, inclusivamente por membros da comissão política nacional, sobre a reserva.
«Como em política o que parece é, aceito a crítica de que não acautelei as obrigações de informação perante o órgão competente do partido. É um erro que assumo», disse.
O deputado José Paulo de Carvalho, ex-membro da direcção de Ribeiro e Castro, exigiu a realização de um Conselho Nacional para que todo este processo seja esclarecido e considerou que Portas passou um «atestado de menoridade» aos membros da comissão política nacional.
Lusa / SOL

E A CIRCUNVALAÇÃO NÃO TEM PROJECTO?



Nova alameda vai ligar à Circunvalação

A nova alameda em construção na Prelada (Porto) vai estender-se até à Circunvalação. O projecto de execução está concluído e já mereceu o aval do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
O primeiro troço da avenida, que 20 anos depois dará serventia ao viaduto construído sobre a VCI, está a ser rasgado e ficará operacional em Janeiro do próximo ano. São 600 metros com duas faixas de rodagem (uma em cada sentido) e ciclovia desde a Rua de Teodoro de Sousa e a Travessa da Prelada até às ruas de Doutor Cruz Malpique e de Doutor Santana Dionísio. Enquanto as obras decorrem, a Câmara avança com a expropriação dos futuros troços Norte e Poente da via.
O projecto de execução da expansão até à Estrada da Circunvalação, elaborado pela empresa Sítios & Formas - Projecto e Consultoria, está pronto. O IGESPAR e a Câmara deram aprovação técnica ao desenho, que será apreciado, agora, pela vereação.
Com este prolongamento da alameda em construção, a Câmara pretende "completar a rede" viária na envolvente da urbanização Cidade Cooperativa da Prelada, "dotando a área de uma ligação rápida entre os dois lados da VCI, encurtando distâncias e contribuindo para a ligação à área empresarial de Ramalde e à Circunvalação e para a melhoria da qualidade de vida das cerca de sete mil pessoas que habitam a zona da Prelada", como se lê na proposta, assinada pelo vereador do Urbanismo e da Mobilidade, Lino Ferreira. No documento, O autarca assinala que a abertura da avenida contribuirá para a melhoria da segurança numa "zona até agora muito fechada". O Executivo terá de aprovar, na próxima terça-feira de manhã, o projecto de execução e a expropriação de 12 propriedades pela Câmara.
Os terrenos, com uma área total de 15770 metros quadrados, são indispensáveis para rasgar o prolongamento da alameda. O custo estimado das expropriações ascende a 1,8 milhões de euros. Duas das 12 parcelas a expropriar situam-se, de acordo com o Plano Director Municipal do Porto, numa zona de domínio hídrico ameaçada pelas cheias - ficam próximo do leito da ribeira da Granja - e parte integra-se numa área com sobreiros.
Ainda não há data para avançar com a construção da extensão até à Estrada da Circunvalação.

O PdC DE PENAFIEL APROVA TUDO. ATÉ O DESAPARECIMENTO DO ESTÁDIO 25 DE ABRIL. PARA DAR LUGAR A MAIS QUANTAS TORRES?JÁ NÃO HÁ OPOSIÇÃO EM PENAFIEL?

Dois protestos contra shopping em Novelas
JOSÉ VINHA

UM EDIFICIO DE 15 PISOS EM NOVELAS?
Terminou a discussão pública do loteamento, em Novelas, para a construção do mega-shopping Fórum. Houve duas reclamações, uma das quais pede a suspensão do processo, por alegadas irregularidades.
O protesto dá como exemplo a construção prevista de um edifício de 15 pisos com 45 metros de altura, "em absoluta dissonância" com a cércea das construções próximas e com a existência de um património histórico e arquitectónico na zona envolvente.
O autarca de Penafiel, Alberto Santos, confirmou a recepção das reclamações: "Uma delas é de um munícipe de Novelas e a outra é da empresa António J Cristo, de Condeixa-a-Nova. Ambas serão analisadas pelos serviços técnicos da Câmara". A empresa de Condeixa viu indeferida pela autarquia a pretensão de construir o "Anegia Shopping", na zona de Guilhufe, e intentou várias acções judiciais contra a autarquia.
Para aquele reclamante, o processo de loteamento infere de várias irregularidades, desde logo pela ausência de um estudo de impacto ambiental do PDM de Penafiel e da construção de um edifício de 15 pisos com 45 metros de altura, na zona envolvente ao futuro "Fórum Penafiel".
Por outro lado, a operação urbanística "não responde às condicionantes impostas pela CCDRN no que respeita, por exemplo, ao traçado de um curso de água no local". Um munícipe já expôs, inclusive, a situação à Quercus.
Ao JN, o autarca garante que "todo o processo cumpre o PDM" e que a projecção de um edifício com 15 pisos e 45 metros de altura foi feita a pedido da própria Câmara: "Queremos um prédio que afirme e marque o território até porque o loteamento irá criar uma nova centralidade da cidade".
Sobre a ausência do estudo ambiental e das eventuais irregularidades apontadas, Alberto Santos recusa as suspeitas e garante que o processo cumpre a lei, existindo um parecer favorável da CCDRN "sem o qual não seria possível avançar com o projecto". Recorde-se que deram entrada em tribunal uma acção administrativa alegando a ilegalidade de uma norma que alterou o PDM e uma providência cautelar de suspensão de eficácia dessa alteração, além de outra providência, reclamando a suspensão da instalação do "Fórum Penafiel".

o senhor secretário de estado ainda vai estudar? E O PGR ESTEVE MAL, POIS SÓ SE DEVE PAGAR O QUE SE CONSOME.


Governo
Custo fixo inicial nas chamadas de telemóveis deve manter-se, diz PGR

O diário «Público» revela, esta manhã, que a Procuradoria-geral da República deu razão à Anacom. O Governo pretendia que os consumidores pagassem apenas o tempo que falam nas chamadas de telemóvel, mas o parecer da PGR diz que o custo fixo inicial de 10 segundos deve manter-se.
O jornal adianta que a Procuradoria-geral da República deu razão à Anacom na interpretação que fez do decreto-lei que proíbe o arredondamento em alta da tarifa das chamadas telefonicas.
O Governo tem defendido que os consumidores devem pagar apenas o tempo que falam, sem qualquer custo inicial fixo.
Por isso pediu um parecer à Procuradoria-geral da República que, no entanto, não apoiou a tese do governo subscrevendo antes a interpretação da Anacom.
Em Maio, a Autoridade Nacional das Telecomunicações tinha dado indicação aos operadores de telemóveis para disponibilizarem um tarifário em que os primeiros 10 segundos eram obrigatorianmehtre pagos, mesmo que a duração da chamada fosse inferior, sendo o restante tempo cobrado ao segundo.
Fernando Serrasqueiro, o secretário de Estado da defesa do consumidor, contactado pelo jornal Público, diz estar ainda a estudar o parecer para decidir depois o que fazer.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

aplaudo de pé

Saúde: "Farmácias hospitalares são vitória sobre interesses corporativos" - José Sócrates
O primeiro-ministro considerou hoje em Leiria que a abertura de farmácias hospitalares é uma "vitória dos interesses dos utentes sobre os interesses corporativos".
"É também uma vitória da vontade política de impor que o interesse geral, o interesse dos utentes, se imponham sobre os interesses particulares", frisou José Sócrates, na inauguração da primeira farmácia hospitalar portuguesa, no Hospital de Santo André, em Leiria.
O primeiro-ministro anunciou também que "ainda este mês será discutido, em Conselho de Ministros, o diploma que institui uma nova reforma da venda por unidose".
"Significa que teremos um regime que obriga a que esteja disponível a dose certa de medicamento, prescrita pelo médico", salientou José Sócrates.
A primeira farmácia hospitalar do país abriu ao público, em Leiria, segunda-feira.
Funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano.
O diploma que permite a criação de farmácias hospitalares foi aprovado, pelo Governo, há cerca de dois anos.
Na ocasião a Ordem dos Farmacêuticos (OF) sustentou que a abertura de farmácias em hospitais iria trazer graves problemas para os profissionais de saúde e populações.
Segundo um estudo da OF, então divulgado, a abertura de farmácias nos hospitais de Santa Maria (Lisboa), São João (Porto), Leiria, Viseu, Faro e no Centro Hospitalar de Coimbra poderia levar ao encerramento de 400 das cerca de três mil farmácias portuguesas.

EUA-O SENHOR CHENEY EM FIM DE MANDATO QUER MAIS GUERRAS?


TENSÃO
Cheney manifesta apoio à Geórgia e diz que país entrará na Otan
Publicada em 04/09/2008 às 11h39mO Globo OnlineEFE

TBILISI - O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, chegou nesta quinta-feira a Tbilisi, capital da Geórgia, para respaldar a integridade territorial do país, após o conflito armado com a Rússia e o reconhecimento por Moscou das independências das províncias separatistas de Abcásia e Ossétia do Sul. No aeroporto de Tbilisi, o vice-presidente americano foi recebido pelo primeiro-ministro georgiano, Vladimir Gurgenidze, e a ministra de Assuntos Exteriores, Ekaterina Tkeshelashvili. Cheney declarou que a ex-república soviética vai se tornar membro da Otan, o que pode alimentar ainda mais as tensões com a Rússia.
A chegada do avião de Cheney, que estava no vizinho Azerbaijão, foi transmitida ao vivo pela televisão local. O vice de George W. Bush se dirigiu em seguida à residência oficial, para conversa particular com o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili.
- Vamos ajudar o seu povo a curar as feridas e a reconstruir a economia, e enfatizamos que a Ásia Central pode contar com Washington como um sólido aliado - declarou Cheney após o encontro. - No coração, o povo da Geórgia tem grande coragem e nos EUA ele tem um amigo - acrescentou o vice americano. a mais alta autoridade da Casa Branca a visitar Tbilisi desde o recente conflito.
Na véspera, em Baku, a capital do Azerbaijão, Cheney qualificou de "invasão" as ações militares russas contra a Geórgia pelo conflito na Ossétia do Sul. Ao iniciar sua viagem pelo Cáucaso, ele indicou que sua mensagem é clara: "os Estados Unidos têm um profundo interesse no bem-estar e segurança" da região.
Cheney não chegou a Tbilisi com as mãos vazias: na véspera, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou que seu país destinará US$ 1 bilhão às necessidades humanitárias da Geórgia e para impulsionar sua recuperação econômica.
A visita durará apenas algumas horas, e em seguida o vice-presidente americano seguirá para Kiev, onde se reunirá com o presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko. Leia também
Rússia diz que EUA alimentam instabilidade na Geórgia

ELES ANDAM POR AÍ E A SENHORA REFUGIA-SE NO SILÊNCIO.ATÉ PARECE O LÍDER DO PS/PORTO QUE TEM POSIÇÃO SOBRE COISA NENHUMA.QUE POLÍTICOS ESTES.

Passos aconselha PSD a comunicar
Reescrever o contrato social, em que o Estado seja o garante dos direitos dos cidadãos e não o prestador de serviços, atacar a governamentalização do modelo de Segurança Interna e pedir ao PSD que use todos os meios para comunicar um projecto alternativo com o eleitorado são as ideias do discurso de Passos Coelho, proferido ontem na Universidade de Verão do PSD.
Questionado pelo CM se o PSD deve pedir maioria absoluta, Passos Coelho responde: "Não se pode pedir uma maioria absoluta sem dizer para quê. É uma condição necessária, mas não é suficiente. O PSD deve pedir uma maioria absoluta, tendo como contrapartida objectivos." E foi perante uma plateia de jovens que Passos Coelho elencou a sua visão de projecto alternativo do partido, a começar na reforma do Estado.
Primeiro, ao nível de Segurança e da Justiça, o ex-adversário de Manuela Ferreira Leite avisou que "espera que o PSD não deixe de frisar" o risco de governamentalização que é a criação do cargo ocupado pelo juiz Mário Mendes. Depois, propôs entidades reguladoras independentes, sob alçada do Parlamento, para auditar a qualidade dos serviços prestados na Educação e na Saúde.
Por seu turno, na Comissão Política do partido de terça-feira, a líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, terá garantido que não se desviaria "um milímetro" da estratégia que definiu

CONTRA O CRIME NÃO HÁ CONTEMPLAÇÕES

O Governo aprovou, esta quinta-feira, a aplicação de prisão preventiva para todos os crimes com posse ou recurso a arma proibida, uma alteração ao regime jurídico das armas.
No final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, o ministro da Presidência anunciou que o limite máximo da pena para os crimes com armas passou para mais de três anos.
Pedro Silva Pereira confirmou ainda um agravamento dos limites máximo e mínimo da pena em um terço para os crimes cometidos com arma quando este agravamento «não estiver já previsto na legislação penal».
O titular da pasta da Presidência acrescentou ainda que haverá a «possibilidade de detenção fora ou em flagrante delito dos agentes de crimes de detenção de arma proibida ou de crimes cometidos com recurso a arma».
Questionado sobre uma possível alteração da lei sobre política criminal, Silva Pereira lembrou que o PSD não votou contra as orientações e preceitos previstos nos artigos evocados pelo líder parlamentar social-democrata, Paulo Rangel.

É PRECISO DESMASCARÁ-LOS E COLOCAR OS PONTOS NOS IS.MUDAM COMO O VENTO.

Justiça: Governo diz que PSD quer alterar agora preceitos da prisão preventiva aos quais não se opôs em 2007
O ministro da Presidência afirmou hoje que o PSD pretende agora alterar dois preceitos da Lei de Orientação da Política Criminal, referentes à prisão preventiva, em relação aos quais não se opôs em votação no Parlamento.

O SENHOR TRICHET JÁ PENSA EM BAIXAR AS TAXAS

O Banco Central Europeu (BCE) manteve hoje a taxa de juro de referência para a zona euro nos 4,25%, em linha com as antevisões feitas pelos economistas.
A decisão era esperada num contexto de pressões inflacionistas, apesar de algum alívio nos factores de estabilidade de preços (sobretudo devido à baixa dos preços no pretóleo e nos bens alimentares). Os governadores dos bancos centrais, que reunem mensalmente em Frankfurt, optaram pela manutenção do preço do dinheiro depois de em Julho terem aumentado os juros numa tentativa de controlar a inflação.
O mercado aguarda agora o discurso do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, na expectativa de antever o próximo movimento do banco central.
A taxa Euribor a seis meses, o indexante mais usado em Portugal nos créditos à habitação, está actualmente em redor de 5,165%. Tem-se mantido próxima deste valor nas últimas semanas, embora leve já um aumento de quase meio ponto percentual desde o início do ano.
Depois da subida de 25 pontos-base da taxa directora do euro para 4,25% anunciada pelo BCE no início de Julho, os mercados parecem acreditar que a próxima alteração será uma descida. Há mesmo analistas que apontam para que tal possa acontecer até ao final do ano, ou seja, numa das três reuniões mensais que ainda restam.
Isto depois de, no segundo trimestre, a economia da zona euro ter tido uma contracção e da inflação ter começado a abrandar.

ESTE SENHOR É UM APRENDIZ DE FEITICEIRO. "PATETÉTICA" É A INTERVENÇÃO QUE FEZ

Castelo de Vide, Portalegre, 04 Set (Lusa) -- O deputado do PSD e ex-secretário de Estado do Ambiente José Eduardo Martins defendeu hoje que admitir o cenário de uma central nuclear em Portugal é "uma coisa um bocadinho pateta" neste momento.

"Não quer dizer que não se possa no futuro fazer do nuclear uma energia importante. Neste momento, para mim, não é", declarou José Eduardo Martins, numa intervenção sobre ambiente e energia na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Portalegre.

EU SOU ASSUMIDAMENTE CONTRA O NUCLEAR, MAS ISSO NÃO ME DÁ O DIREITO DE INSULTAR QUEM É A FAVOR.
ESTE SENHOR ENTRA EM CONTRADIÇAO. FALA POR FALAR. É ISTO A UNIVERSIDADE DE VERÃO DO PSD?
O TEMPO DE ANTENA QUE ESTÁ A SER DADO, COMO ONTEM AO NEOLIBERAL PASSOS COELHO, DEMONSTRA BEM O ESTADO A QUE CHEGOU ESTE PSD. COMO A LÍDER FEZ VOTO DE SILÊNCIO, OUTROS APROVEITAM OU SERÁ QUE ABRIU A CAMPANHA PARA NOVO CONGRESSO?
O POLÍTICO EDUARDO MARTINS QUANDO SE REFERE A NUNES CORREIA E DA FORMA QUE O FAZ, REVELA BEM A FALTA DE ASSUNTO E DE PROPOSTAS.
Carlos Pinto

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

PS - PEDRO BAPTISTA APRESENTA MOÇÃO AO CONGRESSO DISTRITAL DO PORTO

3 de Setembro de 2008

Candidatura de Pedro Baptista à Presidência da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista2008
Moção de Orientação Política
SERVIR O PORTO A REGIÃO E O PAÍS
1. O partido que queremosQueremos um partido maior e melhor. Que cresça com novos militantes, mas não apenas nas corridas internas eleitorais.
Queremos mais militantes convictos de que o programa do Partido Socialista é o melhor caminho para melhorar a sociedade, para dar aos portugueses o país que merecem, desejam e precisam;
Queremos mais militantes de ambos os sexos, de todas as idades, em particular militantes formados e empenhados na nossa causa comum.
Queremos o melhor da sociedade no Partido Socialista, sem precisar de guardar distância na categoria de independentes e sem o partido precisar de recorrer a tal categoria híbrida, porque queremos redignificar a política e queremos um partido onde haja espaço para todos, mas também onde as maiores responsabilidades estejam nas mãos dos melhores, os mais competentes e os mais dedicados;
Queremos um partido presente nos problemas da sociedade, aberto a todos, sem sectarismo nem cinismo, e sem se fechar sobre si próprio nos interesses restritos da ocupação do poder;Queremos um partido onde a sociedade se reveja, saiba que pode e deve influenciar, onde sinta que vale a pena agir, por ser um partido que põe os interesses dos eleitores, das pessoas e da região, acima de tudo;Queremos um partido que as pessoas respeitem por saberem que é um partido de serviço público e não ao serviço dos interesses particulares de alguns;2. Um partido aberto, que se identifique com a sociedade
Queremos um partido que seja de todos os militantes, cuja actuação política resulte da participação de todos.
Nesse sentido comprometemo-nos a:Aprofundar o debate político; transformar e integrar o estilo de promoção e prossecução do debate, na cultura política dos militantes e dos organismos do Partido Socialista;Utilizar a consulta às bases, procurar a sua mobilização e o seu enriquecimento cultural e político no sentido da maior participação na vida interna e na luta política do partido;
Promover um mínimo de duas reuniões anuais com o plenário de militantes de cada uma das 18 organizações concelhias do Distrito, de forma a poder ouvir directamente o sentir e o pensar dos militantes, proceder a esclarecimentos ou ser esclarecido. Plenários abertos e livres para que se possa ouvir o pensar, e sentir o pulsar, dos militantes, não encontros temáticos, sob a fachada de plenários abertos, com exibição de vedetas que pretendem apenas fazerem-se ouvir sem quererem ouvir;Trabalhar para pôr em prática o mais depressa possível um método que permita eleger os candidatos a deputados à Assembleia da República, em disputas uninominais concelhias, em número proporcional ao número de eleitores de cada município, de forma a que os representantes socialistas do Porto no Parlamento sintam de forma clara e inequívoca a responsabilidade de representar esta região, estas cidades e o nome do Porto;Proceder à modernização comunicacional dotando todas as secções do partido de meios informáticos;Lançar, com os cuidados adequados, um forum electrónico de debate e esclarecimento permanentes dos militantes, simpatizantes e eleitores socialistas, com tomada de posição ou resposta atempada por parte da presidência da Federação ou de membros do Secretariado;Respeitar escrupulosamente os estatutos como um instrumento de defesa dos direitos dos militantes e de limitação dos poderes dos dirigentes, banindo qualquer desvalorização desse instrumento político-jurídico num mero instrumento administrativo.

VÊR MAIS EM: www.servir-o-porto.blogspot.com

OS MEGA PROCESSOS DIFICULTAM AS INVESTIGAÇÕES. PORQUE SE INSISTE?

Empresas
Investigações arrancaram em 2005
Operação Furacão: Freeport de Alcochete investigado
Em causa está a emissão de facturas falsas com preços inflacionadosA «Operação Furacão», a maior investigação em Portugal sobre suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e facturação falsa, poderá envolver várias empresas ligadas à construção do Freeport, em Alcochete.
Em causa estão, segundo apurou o «Correio da Manhã», suspeitas da emissão de facturas falsas com preços inflacionados, para reduzir o valor do imposto a pagar ao Fisco.
O Freeport, um projecto da responsabilidade da Freeport Leisure, inaugurado em 2004, foi alvo de investigação no ano seguinte por parte da PJ de Setúbal por suspeitas de corrupção e tráfico de influências.
A «Operação Furacão» envolve mais de 200 arguidos e já implicou buscas ao BCP, BPN, Mota-Engil e empresas de Joe Berardo e Américo Amorim.

e já agora: PORTUCALE, SUBMARINOS, MODERNA, APITO DOURADO, CASA PIA, E TANTOS OUTROS.

ANGOLA - ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder desde a independência, em 1975, escolheu o Bairro do Kikolo, no município de Cacuaco, a cerca de 15 quilómetros de Luanda para a sua «acção de massas».
«Os partidos puseram as suas máquinas na estrada, sobretudo o MPLA que demonstrou ter aparelho eleitoral muito profissional, centrando os seus temas na reconstrução nacional, na segurança, na paz e projecção internacional», explicou Henrique Botequilha, jornalista da Agência Lusa, num serviço especial para a TSF.
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) optou por sair 10 quilómetros de Luanda e encerrar a campanha no Hoji Ya Henda, na zona da fábrica da Nocal.
Neste escrutínio, em que estão inscritos cerca de 8,3 milhões de eleitores, concorrem 10 partidos políticos e quatro coligações, que perfazem 34 partidos.
A campanha começou a 05 de Agosto e as eleições são as segundas em 33 anos de independência, realizando-se 16 anos depois das primeiras.
As primeiras eleições gerais realizaram-se em 1992, e o MPLA obteve a maioria absoluta, elegendo 129 deputados enquanto a UNITA elegeu 70.
Os restantes partidos com representação parlamentar são o Partido de Renovação Social (seis deputados eleitos em 1992), Frente Nacional de Libertação de Angola (cinco) e Partido Liberal Democrático (três).

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O SENHOR JUIZ RUI TEIXEIRA NÃO QUER FALAR

«Não tenho nada para falar», afirmou à Agência Lusa o juiz, que hoje à tarde se encontra no Tribunal de Torres Vedras depois de ter acompanhado um julgamento no Cadaval.
O antigo juiz do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa acompanhou a investigação do processo Casa Pia, mas, depois disso, assumiu funções de magistrado no Círculo de Torres Vedras, que inclui também as comarcas do Cadaval, Mafra e Lourinhã.
Paulo Pedroso ficou em prisão preventiva depois de ter sido ouvido pelo juiz de instrução Rui Teixeira, no dia 21 de Maio de 2003

SE A JUSTIÇA SE EXERCE EM NOME DO POVO, EU PERGUNTO:QUEM É RESPONSÁVEL DESTE "ERRO GROSSEIRO"?

Casa Pia/Pedroso: Sócrates lembra que "viveu intensamente" processo no Partido Socialista
Lisboa, 02 Set (Lusa) -
O primeiro-ministro e secretário-geral socialista mostrou-se hoje visivelmente satisfeito com a decisão judicial a favor de Paulo Pedroso, mas recusou qualificar o seu "estado de espírito" lembrando apenas que viveu intensamente este processo.

"A obrigação de um político não é comentar as decisões dos tribunais mas não é difícil imaginar o meu estado de espírito porque eu vivi intensamente essa época no Partido Socialista. Sei tudo o que se passou e acompanhei com detalhe o processo, por isso não é difícil imaginar aquilo que eu sinto", afirmou, sorridente, o primeiro-ministro.
Instado a precisar o estado de espírito a que se referiu, José Sócrates recusou prestar mais declarações, repetindo apenas que "não é difícil imaginar" o que sente.
O primeiro-ministro falava no Liceu Passos Manuel, em Lisboa, à margem de uma visita a escolas do ensino secundário, que vão ser alvo de obras de requalificação, uma iniciativa que assinalou a abertura do ano escolar.
À altura do início do processo, em Maio de 2003, José Sócrates era deputado socialista, com a liderança de Ferro Rodrigues.
Questionado sobre se o Estado português irá pagar a indemnização a Paulo Pedroso, Sócrates escusou-se igualmente a responder, frisando que o "exercício do cargo" [de primeiro-ministro] o obriga a ser fiel" ao princípio da separação de poderes.
O ex-dirigente socialista Paulo Pedroso ganhou a acção cível interposta contra o Estado por prisão preventiva ilegal no processo da Casa Pia.
Na sentença, o juiz considerou que a detenção do ex-dirigente socialista foi um "erro grosseiro".
O antigo ministro do Trabalho de António Guterres pedia uma indemnização de 600 mil euros ao Estado por ter estado preso cerca de cinco meses no âmbito do processo Casa Pia.
Posteriormente a juíza Ana Teixeira Pinto decidiu não levar Paulo Pedroso a julgamento.
Agora, o tribunal cível de primeira instância decidiu a favor de Paulo Pedroso, obrigando o Estado ao pagamento de uma indemnização de 100 mil euros.

JÁ É DOS POUCOS A DEFENDER O SILÊNCIO.QUEM NÃO FALA E NÃO PROPOE NÃO ERRA NEM ARRISCA.

ESTE SENHOR É MANHOSO QUANDO DIZ QUE O PS EM 13 ANOS GOVERNOU 10. É VERDADE!. MAS O PSD EM 23, DESDE 1985, GOVERNOU 13 ANOS. COM DUAS MAIORIAS ABSOLUTAS E COM DINHEIRO A RODOS DA EUROPA. PORQUE NÃO FIZERAM QUE O PAÍS PRECISAVA? E MFL ESTEVE NESSES GOVERNOS E VAI TER DE EXPLICAR.

António Borges defende política de silêncio de Ferreira Leite
Hoje às 14:22

António Borges defendeu a política de silêncio sobre as questões nacionais levada a cabo por Manuela Ferreira Leite. Na Universidade de Verão do PSD, este vice-presidente social-democrata criticou a política económica socialista.
António Borges defendeu a política de silêncio da presidente do PSD relativamente às questões nacionais, ao considerar que Manuela Ferreira Leite está desta forma a fazer uma política séria.
«Acho que não interessa falar só por falar. Acho que a ideia da dra. Manuela Ferreira Leite é muito certa: intervir com seriedade e profundidade nos momentos exactos e nas ocasiões certas e nos locais que se justificam», explicou este vice-presidente do PSD.
Este dirigente social-democrata adiantou ainda que os portugueses «vão aperceber-se que é com uma forma muito mais construtiva de fazer política», com «mais seriedade e com profundidade que se constrói uma alternativa ao Governo».
Na Universidade de Verão do PSD, que está a decorrer até domingo, em Castelo de Vide, o vice-presidente social-democrata criticou a política económica do Governo que está a levar Portugal para uma situação insustentável.
«Portugal tem tido um crescimento muito fraco já há muitos anos e vai continuar fundamentalmente por causa de uma política económica profundamente errada. É um problema estrutural que vai muito para além das dificuldades da conjuntura internacional», sustentou.
Para António Borges, os problemas com a economia portuguesa estão ligados ao «desperdício de recursos com muito pouca atenção para a produtividade e com resultados muito insatisfatórios no que respeita à inovação».
Este vice-presidente do PSD recordou que o PS esteve no poder durante dez anos nos últimos 13 e que esta questão leva a que o problema económico não possa ser resolvido de um dia para o outro.
António Borges defendeu, por outro lado, uma «política completamente diferente», que «tem de ter muita atenção à forma como os nossos recursos escassos são investidos, tem que ter muito cuidado com os problemas estruturais».
Este dirigente do PSD assinalou ainda que a política económica tem de «permitir às empresas portuguesas competirem com mais vitalidade no mercado internacional, principalmente as Pequenas e Médias Empresas».
Estas declarações foram feitas à margem de uma aula dada a jovens participantes na Universidade de Verão do PSD subordinada ao tema «Economia Portuguesa: Porque não crescemos?».
Até domingo, esta universidade receberá outros oradores como Leonor Beleza, Pacheco Pereira e António Vitorino, numa iniciativa que será encerrada com um discurso muito aguardado de Manuela Ferreira Leite.

ALEGRE TOMA POSIÇÃO NA HORA


«Espero que sirva de exemplo para que não se repita, para que não haja tanta leviandade e erros grosseiros - como disse o juiz - no futuro», afirmou o vice-presidente da Assembleia da República e ex-candidato presidencial, em declarações à Agência Lusa.
Na sentença, de que Celso Cruzeiro e Paulo Pedroso tiveram hoje conhecimento, o juiz considera que a detenção do ex-dirigente socialista foi um «erro grosseiro».
«Como camarada, fico satisfeito. É uma prova de que a justiça acaba por funcionar, embora muitos estragos tenham sido feitos», lamentou Manuel Alegre.
O juiz atribuiu uma indemnização de cerca de 100 mil euros, «bastante aquém» dos 600 mil euros pedidos na acção contra o Estado.
Na altura do início do julgamento, a 07 de Janeiro, Paulo Pedroso atribuíra a «um imperativo ético» a decisão de colocar uma acção cível contra o Estado português por prisão ilegal no processo Casa Pia.
Na altura, o ex-deputado socialista e ministro do Trabalho e da Segurança Social de António Guterres sublinhara que o seu «sofrimento é irreparável», mas que «a justiça deve ser responsabilizada pelos erros que cometeu».
Paulo Pedroso pedia uma indemnização de 600 mil euros ao Estado por ter permanecido preso cerca de cinco meses em 2003 no âmbito do processo Casa Pia, beneficiando posteriormente da decisão de Ana Teixeira Pinto de não o pronunciar, não sendo presente a julgamento.
Lusa/SOL

UM "ERRO GROSSEIRO" QUE TERÁ DE SER EXPLICADO

Estado condenado a pagar indemnização a Pedroso

O Estado foi condenado a indemnizar o ex-deputado do PS Paulo Pedroso. Arguido no caso “Casa Pia”, Pedroso foi um dos três implicados não pronunciados em Fevereiro de 2007, numa altura em que tinha já em tribunal uma acção contra o Estado português.
O ex-dirigente socialista ganhou a acção interposta contra o Estado por prisão ilegal no processo da Casa Pia, anunciou o seu advogado, Celso Cruzeiro, revelou a agência Lusa.
Na sentença, de que Celso Cruzeiro e Paulo Pedroso tiveram hoje conhecimento, o juiz considera que a detenção do ex-dirigente socialista foi um "erro grosseiro".
O antigo ministro do Trabalho de António Guterres pedia uma indemnização de 600 mil euros ao Estado por ter permanecido preso cerca de cinco meses no âmbito do processo Casa Pia, beneficiando posteriormente da decisão de Ana Teixeira Pinto de não o pronunciar, não sendo presente a julgamento.
No entanto, na sentença, de mais de 100 páginas, o juiz atribuiu uma indemnização "bastante aquém" dos 600 mil euros pedidos na acção contra o Estado. Segundo a SIC Notícia, Pedroso irá receber cerca de 100 mil euros por danos morais, a que acresce uma verba, ainda por apurar, por danos patrimoniais.

QUE DESÇA PARA 50 DÓLARES

Alívio nos mercados depois da volatilidade de 2ª feira O preço do petróleo segue em forte queda nos mercados internacionais, depois de a passagem do furacão Gustav ter causado menos danos do que se esperava.
As plataformas petrolíferas no Golfo do México, que encerraram e suspenderam completamente a produção, escaparam praticamente incólumes ao furacão, e deverão retomar em breve a actividade. Estas plataformas são responsáveis por um quarto da produção de crude dos EUA.
Quando atingiu a costa, o furacão tinha já perdido intensidade e os danos causados foram apenas materiais, de dimensão muito inferior ao que se chegou a temer e que fica longe do rasto de destruição causado pelo Katrina, há três anos atrás. Apesar de ter chegado a registar uma intensidade de 4, a segunda mais grave numa escala de 1 a 5, o Gustav foi perdendo força e, na segunda-feira à noite, não passava do nível 1, o menos grave. Os especialistas acreditam que, em breve, voltará à categoria de tempestade tropical.
Apesar de os mercados financeiros terem estado ontem encerrados devido ao feriado que se celebrou nos EUA, a negociação electrónica transpareceu grande volatilidade, com os preços a subirem cerca de três dólares quando ainda se temiam os efeitos do Gustav, e depois a caírem quatro dólares quando se percebeu que o cenário não era tão pessimista quanto se antecipara.
Esta manhã, os mercados petrolíferos reflectem o alívio. O crude negociado no Nymex segue a perder 3,54 dólares para 107,62 dólares por barril, enquanto que em Londres, o Brent do Mar do Norte segue a cair 4,07 dólares para 105,34 dólares.

VAI COMEÇAR A CORRERIA DA FENPROF

Ano escolar quase a começar
Ministra diz que contratou os professores pedidos pelas escolas

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considera estarem reunidas as condições para um melhor serviço público de Educação no próximo ano lectivo, em declarações à rádio TSF.Maria de Lurdes Rodrigues também falou dos protestos sindicais da Fenprof (Federação Nacional de Professores) e do desemprego dos docentes, tendo dito que as contratações agora feitas pelo Ministério respeitam as indicações dadas pelas escolas sobre as necessidades de mão-de-obra docente.Quanto aos 40 mil docentes não colocados no sistema, explicou que no início de cada ano lectivo o ministério coloca apenas o número de professores “para suprir as necessidades residuais” que as escolas indicaram. E disse que nos últimos anos o sistema de ensino não tem crescido de modo a permitir contratar todos aqueles que querem ensinar.A ministra afirmou também não recear a contestação dos sindicatos e que “a contestação faz parte da vida social e temos de estar preparados” para ela.A expectativa de Maria de Lurdes Rodrigues é de que o ano lectivo que se avizinha seja “um ano bom em termos de educação”. Realçou que há mais alunos nos ensinos básico e secundário, “mais acção social escolar e mais meios”.A poucos dias da abertura de mais um ano escolar, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues diz que o esforço do Governo tem sido compensado pelos resultados dos alunos.Hoje primeiro a ministra e o primeiro-ministro, José Sócrates, visitam três escolas de Lisboa onde vão começar obras no âmbito do Programa de Modernização dos Estabelecimentos de Ensino Secundário.A visita começa às 10h00 na Escola Secundária (ES) com 3.º Ciclo Pedro Nunes, continua na ES com 2.º e 3.º Ciclo Filipa de Lencastre e termina na ES com 2.º e 3.º Ciclo Passos Manuel.

AS TRAMPOLINICES DE PAULO PORTAS

Portas escondeu demissão de vice-presidente Nobre Guedes durante um ano

Luís Nobre Guedes, um apoiante de sempre de Paulo Portas, demitiu-se da vice-presidência do CDS-PP, cargo para que tinha sido eleito no congresso de Torres Novas, em Maio de 2007.Contactado ontem pelo PÚBLICO, Nobre Guedes confirmou a sua demissão, mas recusou-se a revelar as razões que o levaram a abandonar o cargo: "Sobre isso não faço comentários", disse, declarando não se lembrar "mesmo" da data da carta que escreveu ao líder do CDS, na qual formalizou a sua demissão.A carta foi escrita em Setembro de 2007, mas Portas nunca permitiu que a notícia fosse tornada pública, e a demissão foi mantida no mais absoluto sigilo. De tal forma que, ainda ontem, no site do CDS a fotografia de Nobre Guedes continuava a aparecer como vice-presidente do partido.Nobre Guedes é o segundo vice-presidente da direcção de Portas a demitir-se, o que significa que neste momento o CDS não tem nenhum vice-presidente a nível da direcção.O primeiro a sair foi Telmo Correia, no Verão do ano passado, na sequência do mau resultado que o CDS teve nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, não tendo conseguido eleger nenhum vereador."Enorme surpresa"Contactado pelo PÚBLICO, Paulo Portas confirma que a carta foi escrita há precisamente um ano: "O dr. Nobre Guedes comunicou-me há exactamente 12 meses que se via forçado a não fazer política activa. Percebi as suas razões: tendo sido investigado e ilibado - o que não é comum -, viu o seu nome difamado sem qualquer razão, a partir do momento e pelo simples facto de ter sido eleito para a direcção do CDS".Portas acrescenta que, "perante a insuportável carga de injustiça que para ele e para a sua família isso significou, não pude senão compreender. É uma pessoa a quem devo muitíssima colaboração, cuja opinião oiço sempre e de quem sou amigo".A saída de Nobre Guedes da direcção representa para alguns militantes uma "enorme surpresa" e foi recebida como um sinal de que deixou de crer no projecto político do líder."Guedes deixou de acreditar", sintetizou um militante, que fez, contudo, questão de lembrar que o ex-ministro do Ambiente de Durão Barroso "aderiu ao projecto que o actual presidente apresentou nas directas, projecto esse que representa o fim do CDS histórico, passando ao lado da doutrina, dos valores e dos princípios".Seja como for, a demissão de Nobre Guedes parece, contudo, ir ao encontro de palavras que ele próprio proferiu um dia depois de Portas ter sido eleito nas directas de Abril de 2007, avisando que o partido teria de ser "completamente diferente do que foi no passado": "Ou é diferente ou então não vale a pena", declarou na altura, colocando nas mãos de Portas o desafio de apresentar um projecto sério e credível para Portugal.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

MAIS UM QUE NOS QUER CONVENCER QUE SÓ OS PRIVADOS GEREM BEM.

"O Estado tem mostrado que não é o melhor gestor dessa vocação produtiva da floresta", reconheceu hoje o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, na cerimónia de posse dos dirigentes da nova Autoridade Florestal Nacional (AFN), que hoje decorreu no Ministério da Agricultura, em Lisboa.
A entrega da gestão de floresta nacional com "vocação produtiva" a privados é, aliás, uma das incumbências do presidente da AFN, e antigo director-geral da extinta Direcção-Geral dos Recursos Florestais, António Rego.
"O desafio que lancei ao novo presidente é ele lançar parcerias e contratos com os privados em que a AFN faz o plano de gestão florestal, controla a execução para que haja uma gestão sustentável dessas florestas que são públicas, e continuarão a ser públicas, mas geridas numa lógica empresarial pura, que vise o lucro", afirmou o ministro Jaime Silva.
A decisão do Governo tem sido criticada por personalidades ligadas à floresta e o presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Sequeira, em declarações à edição do passado domingo do jornal `Público`, acusou o Estado de se "demitir" das suas funções de gestor sustentável da floresta.
O ministro da Agricultura contrapõe as críticas dizendo que a entrega da gestão a privados trará benefícios.
"Gerido numa lógica empresarial pura não só não pomos dinheiro do Orçamento do Estado como ainda tiramos dividendos. O Estado e os funcionários públicos não foram formados para gerir a floresta numa lógica empresarial e, desse ponto de vista, uma parceria com privados vai dar outros resultados, tenho a certeza", assegurou.
Jaime Silva garantiu ainda que esta decisão não vai pôr em causa a defesa do interesse nacional em relação às florestas, uma vez que ao Estado caberá sempre o poder de decisão sobre o uso da floresta, que continuará a ser propriedade do Estado português.
"A titularidade da propriedade será sempre pública, o Estado fica com uma função importantíssima que é a aprovação do plano de gestão e controlo desse plano. Uma função que liberta o Estado para outras funções", explicou o ministro.
Sobre a Autoridade Florestal Nacional, Jaime Silva afirmou ter "expectativas enormes, porque o desafio é enorme".
"A Autoridade Florestal Nacional tem uma importância enorme no acompanhar dos investimentos da floresta portuguesa, no ordenamento e sobretudo de novos desafios que apareceram para a floresta portuguesa", referiu o ministro, que acrescentou que entre estes novos desafios se encontra o combate ao nemátodo do pinheiro e o declínio do montado.
A propósito do declínio do montado, o ministro da Agricultura anunciou hoje a criação de "um grupo técnico exclusivamente para o montado, na vila de Portel", com o objectivo de acompanhar a evolução do problema.
A nova AFN vai ter, de acordo com Jaime Silva, "mais autonomia financeira, independência e capacidade de gestão" que a extinta Direcção-Geral dos Recursos Florestais.
"O director-geral passa a presidente, passa a ter uma carta de missão que lhe dou e a partir daí tem maior margem de manobra para gerir os recursos financeiros e humanos na implementação da política do Governo", explicou o governante.
Um dos pontos destacados pelo ministro em relação à AFN é a tónica na descentralização, tendo sido criadas cinco Direcções Regionais de Florestas (DRF): do Norte, do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo, do Alentejo e do Algarve.
Estas cinco Direcções Regionais vão beneficiar de alguma autonomia em relação à AFN, o que levou o ministro a afirmar que quer ter por parte dos novos directores regionais uma acção pró-activa.
"Não os quero atrás da secretária, quero-os como agentes do desenvolvimento florestal regional", disse, tendo ainda explicado como se concretiza a autonomia das direcções regionais.
"Têm a autonomia de na sua região concorrerem uns com os outros, em termos de dinamizarem o investimento privado, dinamizarem o investimento e parcerias público-privadas, porque estão em concorrência com todas as regiões na obtenção de recursos financeiros do Estado", disse o ministro.
António Rego foi hoje empossado por Jaime Silva como presidente da AFN e Luís Duarte como vice-presidente.
Paulo Mateus, António Gravato e João Pinho são os novos directores nacionais da AFN.
Quanto às Direcções Regionais de Florestas, Rogério Rodrigues assume a DRF do Norte, Viriato Garcez a DRF do Centro, José Alho a DRF de Lisboa e Vale do Tejo, Carlos Ramalho a DRF do Alentejo e António Miranda a DRF do Algarve.

SÓCRATES E A INSEGURANÇA

Sócrates diz que governo respondeu à sucessão de crimes violentos
O primeiro-ministro, José Sócrates, considera que o Governo respondeu à sucessão de crimes violentos que criou um sentimento de insegurança em Portugal e refuta as críticas ao seu silêncio, sustentando que "falou quem devia falar".
"O Governo respondeu à situação", disse o primeiro-ministro, em Bruxelas, salientando que "o que se impunha é que se agisse, muito mais do que se falasse".
José Sócrates frisou que o Executivo "falou pela boca de quem devia", designadamente o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, pelo que considerou "sem qualquer fundamento" as críticas ao seu silêncio.
José Sócrates apontou designadamente que houve "um reforço das acções policiais", elogiando a propósito "as forças de segurança pela resposta que deram" e esforço que estão a fazer, disse que o Governo decidiu "também executar rapidamente a nova lei da segurança interna", fundamental para uma melhor coordenação das forças policiais, e daí a nomeação de um secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, e, por fim, já anunciou que vai modificar a lei das armas.
"Mais uma vez, o Governo deu uma resposta" e falou pela voz do ministro da Administração Interna, reforçou, considerando por isso que as críticas ao seu silêncio "não têm a mínima razão de ser".
O primeiro-ministro está, esta segunda-feira, em Bruxelas, para participar numa cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia.

É ESTA GENTE QUE QUER GOVERNAR O PAÍS E NÃO CONSEGUE ARRUMAR A CASA?


Marcelo Rebelo de Sousa avisou a líder de que não bastava cortar com o legado de Luís Filipe Menezes
Rentrée: Segurança, défice externo e crise económica
Marcelo sugere temas a ManuelaSegurança, défice externo e crise económica. Estes são os três pontos-chave que Marcelo Rebelo de Sousa considera decisivos para a líder do PSD ‘agarrar’ na rentrée, no seu discurso no próximo dia 7 de Setembro. Sugeridos os temas, o antigo líder do partido não quis, contudo, reagir à tese de que poderia estar arrependido por não se ter candidato. "Não vou acrescentar mais nada", afirmou ontem ao CM, depois de ter dito ao ‘Expresso’ que estava muito preocupado com o PSD e que a presidente social-democrata mostrava "pouca ambição".
De facto, no início do mês de Agosto, Marcelo Rebelo de Sousa começou por dizer que a líder tinha legitimidade para não se deslocar à Festa do Pontal. Porém, após um silêncio de três semanas de Manuela, o também analista político ensaiou um outro registo.
"Acho que a actual direcção não pode, apenas, rejeitar a realidade que existiu no passado com a liderança de Luís Filipe Menezes, pensando que regressa ao tempo de Sá Carneiro ou de Cavaco Silva. O tempo não volta para trás. Para subir ao poder, o PSD precisa de ter ideias novas e gente nova. Manuela Ferreira Leite tem como obrigação fazer a passagem para essa renovação do partido", declarou ao CM Marcelo Rebelo de Sousa no passado dia 26 de Agosto.
A pensar nas matérias fracturantes – como a da regionalização –, Marcelo Rebelo de Sousa até apontou, nessa data, o caminho a seguir: arrumar o assunto e assumir uma posição num conselho nacional, a convocar para o efeito. A proposta de Marcelo surgiu numa semana em que correu a hipótese de se começar a recolher assinaturas para um congresso extraordinário, não electivo, no final deste ano ou no início de 2009 para o mesmo efeito. A ideia é atribuída a apoiantes de Luís Filipe Menezes.
Confrontado com as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, Passos Coelho, ex-candidato à liderança do PSD, não quis fazer comentários, por não querer reincidir no que já disse há quinze dias.
Recorde-se que o ex-adversário da presidente do PSD considerou que o silêncio de Manuela Ferreira Leite não entusiasmava ninguém.
Questionado sobre se a fasquia é muita alta para o discurso de rentrée do próximo dia 7, a resposta de Passos Coelho é: "Naturalmente."
Por seu turno, o líder da distrital de Lisboa, Carlos Carreiras, afirmou ao CM que subscreve as preocupações de Marcelo, mas que é "preciso dar espaço à líder". O dirigente considera que Manuela Ferreira Leite "tem a obrigação de aproveitar o capital de esperança que alcançou nas directas".
Macário Correia, autarca de Tavira e apoiante da líder, acrescenta que "o raciocínio [de Marcelo Rebelo de Sousa] faz todo o sentido" e que o "silêncio [da líder] está a ser longo

A FENPROF NÃO TEM MESMO NADA PARA APRESETAR. HÁ QUANTOS ANOS NÃO HÁ COLOCAÇÃO PARA TODOS?

Óscar Soares, da FENPROF, diz que as medidas administrativas do Ministério da Educação são responsáveis pelo desemprego dos professores

Os professores estão a ser contactados pela FENPROF através de contacto telefónico e mensagens escritas de telemóvel.
As acções de protesto estão marcadas para Coimbra e Lisboa junto aos centros de emprego. Na capital a contestação vai começar às 11:00 junto à Loja do Cidadão, nas Laranjeiras.
Óscar Soares diz que as medidas administrativas tomadas pelo Ministério da Educação são a causa do desemprego de muitos professores.
«Chamamos a atenção para o facto de desaparecimento de horários se dever a uma política do Ministério da Educação», salienta o dirigente sindical.

PSD - E ASSIM VAI PARTIDO

REGIONALIZAÇÃO-UM OSSO DURO DE ROER PARA FERREIRA LEITE E PASSOS COELHO
Congresso sobre regiões divide PSD
A recolha de 2500 assinaturas dentro do PSD para provocar um congresso no partido, que obrigasse Manuela Ferreira Leite a discutir a regionalização, não une a oposição interna à líder do partido.
Alegadamente promovida por uma união de apoiantes de Luís Filipe Menezes e Santana Lopes, a verdade é a iniciativa está a provocar o distanciamento de alguns apoiantes desta ala, como até dos mais próximos de Pedro Passos Coelho.
O JN sabe que este ex-concorrente das directas nada fará para provocar um congresso que desafie a liderança actual, menos ainda tendo como pretexto as regiões (Passos Coelho é contra a regionalização, mas propôs um referendo interno). Já Marco António Costa, ontem numa entrevista ao JN, apontava outro tempo e outras razões para um eventual desafio: o Orçamento de Estado e a estratégia da liderança.

PSD - MARCELO ABANDONA O BARCO E SANTANA APROVEITA

Santana acusa Marcelo de falta de solidariedade

O ex-líder do PSD, Pedro Santana Lopes, deixou ontem fortes críticas a Marcelo Rebelo de Sousa por alegada falta de solidariedade para com a líder do partido, Manuela Ferreira Leite.
"Marcelo Rebelo de Sousa conhece muito bem, nas suas qualidades e nos seus defeitos, Manuela Ferreira Leite, que foi sua colaboradora directa quando liderou o PPD/PSD. Conhece o suficiente para nem dois anos serem tempo suficiente para poder dizer que se enganou. Quanto mais dois meses. Há limites para tudo", escreveu o social-democrata no blog pessoal.
Santana referia-se ao artigo do Expresso em que se lia "Marcelo duvida de Ferreira Leite". Em conversa com a jornalista, chegado de férias, Marcelo revelava a sua preocupação não só com o silêncio, mas sobretudo com a falta de ambição da actual líder do PSD.
Santana lembrou que há escassos dois meses Marcelo fazia campanha por Manuela.

AINDA HÁ JORNALISTAS COM OPINIÃO PRÓPRIA

(JN)



À espera de Manuelam
1- A Universidade de Verão com que o PSD deseja marcar, oficialmente, a sua "rentrée" arranca hoje. Longe vão os tempos em que os líderes social-democratas soçobravam ao poder mediático de uma sardinhada bem regada no meio do "povo laranja" para agendar o regresso ao activo.
Agora, sobretudo com Manuela Ferreira Leite, é tudo mais formal e, em princípio, intelectualmente mais produtivo.
A Universidade de Verão (o nome escolhido para a coisa é pomposo...) deste ano tem um acrescido motivo de interesse (ou de desinteresse, consoante os gostos). Consta que a nova líder do PSD aproveitará o evento para falar. Isso mesmo: falar. Quebrar o silêncio - estratégico, dizem alguns - a que se remeteu desde que assumiu a presidência do PSD. Dizer o que pensa sobre os problemas do país. E, seguramente embalada por dias e dias de aturadas reflexões e discussões com a sua poderosa "entourage", apresentar soluções para os problemas do país. Um momento precioso e imperdível, portanto.
Se Manuela Ferreira Leite estiver bem disposta, não faltará matéria para abordar. Alguns exemplos óbvios: a "onda" (palavra usada pelo presidente da República) de criminalidade que anda por aí merece algum comentário à líder do PSD? Ou chega mandar um desconhecido ex-ministro da Justiça pedir a demissão do ministro da Administração Interna? A criação de um "superpolícia" é coisa com a qual o PSD concorda, ou nem por isso? O chip electrónico que os automobilistas serão obrigados a colocar nos automóveis preocupa o PSD? O aumento do preço dos livros escolares merece algum comentário do PSD? A sucessão de mortes na linha do Tua faz parte das preocupações do PSD?
O "povo" espera, impaciente, as palavras doutas de Manuela Ferreira Leite. Ela, que jurou não se vergar nunca à política espectáculo, tem a obrigação de não defraudar o "povo". Pelo menos aquele que ainda acredita que Manuela Ferreira Leite tem, de facto, alguma coisa para dizer.
2 - A minutos tantos do jogo deste sábado entre o Benfica e o F.C. Porto, um adepto dos encarnados (facto pouco relevante para o caso) entrou no relvado e apertou o pescoço ao "bandeirinha". O que impressiona não é a loucura do homem, mas a facilidade com que conseguiu chegar ao árbitro auxiliar.
De acordo com os regulamentos, está posta de lado a hipótese de o Estado da Luz ser interditado. Como da agressão não resultou uma lesão de "especial gravidade" (o que será isto: um esfaqueamento? um tiro? a cana do nariz partida?) nem a interrupção do encontro, uma multa (até a um máximo de 2500 euros, uma fortuna...) chegará para resolver a situação. Não está mal.

EXCEPCIONALMENTE E A PEDIDO PUBLICO A OPINIÃO DE MÁRIO CRESPO

Opinião

Falem ou calem-se de vez

A exigência que é feita à Dra. Manuela Ferreira Leite e ao seu PSD para que se pronunciem não é nem um capricho de comentadores sádicos nem uma estratégia dos media alcoviteiros, ansiosos por provocar uma zaragata partidária. Propor e criticar políticas é um dever do PSD que não está a ser cumprido.

Os partidos políticos são pagos com dinheiro público. Não são clubes de reflexão filosófica ou política para baronesas ou barões diletantes. Os partidos e os partidários, governo ou oposição, estão lá pagos e bem pagos porque se dispuseram a servir causas públicas. Celebraram esse contrato de confiança com os País nas eleições. Assumiram compromissos públicos em congressos onde se escolhem pessoas para ter representatividade.
Os deputados custam muito dinheiro ao erário público. Os deputados europeus custam muitíssimo. As estruturas partidárias são pagas pelos contribuintes. Os que delas usufruem e os que nelas se assumem com posturas nacionais têm por obrigação o cumprimento do contrato que aceitaram. Em Portugal há uma imensa complacência com o distanciamento entre os políticos e o eleitorado que os escolhe e lhes paga.
Um dos mais insultuosos remoques que muitos têm o ultraje de proferir com regularidade é que não precisam da política para nada. Como se estivessem na vida pública para agraciar o País com o supremo favor da sua visibilidade ou, no caso do actual PSD, invisibilidade. O País tem tolerado esta constante ofensa dos que "não precisam nada da política" embora, não havendo pais ricos, haver sempre uma pensão de reforma quase obscena do Banco de Portugal ou da Caixa Geral, uma sinecura numa Lusoponte ou um lugar interessante numa Mota-Engil ou onde quer que seja que a prescindibilidade da subvenção directa pelo serviço partidário os (e as) conduza. Isto seria inócuo se a falácia de se estar na política a fazer um favor à nação, não tivesse como consequência muito directa estes distanciamentos fruto da arrogância do quero-posso-e-mando.
Por isso é intolerável, e de facto fraudulento, o incumprimento do contrato nacional que estes silêncios e esta inacção traduzem. Manuela Ferreira Leite dirige o mais numeroso grupo partidário da oposição. É por isso obrigada a interpelar as muitas crises que se declararam nestes três meses do seu consulado. Dos colapsos económicos aos financeiros às quebras na ordem pública. Se está segura daquilo que os seus governos fizeram no passado e não sente responsabilidades no presente devia vir dizê-lo e prova-lo com argumentos.
Se o que está a ser feito está mal, force as políticas incorrectas a serem revistas. O País e o Mundo vivem momentos excepcionais. A crise da energia e da Geórgia não se compadecem com cinzentismo político em regime de part-time. Há tiros nas ruas de Lisboa. O reconhecimento do Kosovo rompeu a textura da própria União Europeia e definiu um novo Leste e um confuso Ocidente (não notou?). Os saltos no petróleo confundem os próprios operadores dos futuros de Nova York de onde vem parte dessa reforma do Banco de Portugal (acautele-se!). A resposta do PSD tem sido pedir a demissão de Ministros e remeter-se ao silêncio. Cuidem-se. Está a notar-se. Recordem-se de Churchill quando ele disse que não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo.